Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Lá no meio há, finalmente, uma boa análise de conjuntura econômica e social.

"As características associadas ao modelo desenvolvimentista do lulismo representam uma situação nova na história recente do país, em que uma força política originária das lutas populares e da esquerda torna-se, a partir do Estado, coordenadora dos interesses do capitalismo nacional e, por esta via, da manutenção de sua própria força política. Esta configuração não tem nenhuma relação com a política do velho partidão, de apoio a um setor supostamente progressista da burguesia nacional para desenvolver as forças produtivas nacionais e a luta contra o imperialismo, ao contrário, trata-se de uma estratégia política que busca consolidar uma posição subimperialista do Brasil e de maior importância no tabuleiro político e econômico internacional, ainda que de forma subordinada, a partir de uma associação entre os interesses capitalistas nacionais e os de uma burocracia política originada no seio do movimento sindical. Uma situação também diferente do getulismo, que tinha na sua liderança um político com origens nas classes dominantes."

Se ignorarmos a idéia tacanha de subimperialismo, a compreensão do Governo Lula como um patamar diferenciado de inserção de um Brasil capitalista na Economia Mundial representa o fim da obsessão com a idéia de tração. E é um grande passo no sentido de enfrentar um adversário político realmente existente (o modelo capitalista social-democrata petista, que é e sempre foi diferente do modelo capitalista neoliberal demo-tucano) e montar uma estratégia política socialista(que acredito vai superar a tentação eleitoreira colocada pelo PV, um PPS que come granola).

Mas demorou, viu?

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

A VJ e o Vampiro

Isso é um aviso de amigo. Eu sou corinthiano, mas não desejo isso a ninguém. Portanto, amigos e inimigos palmeirenses, fiquem atentos e alertas e não deixem que isso aconteça com vocês também: a Soninha começou a namorar o Serra porque assistiu jogos com ele.
1 + 1 = a traíra.

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

one more moore

Eu estou realmente ficando de saco cheio de anarquistas que conforme envelhecem, mais saudosistas ficam, mais bundões ficam. Mais moralistas ficam.
Os sinais aqui, porém, são contraditórios: há o mau humor do moralista, mas há o aceno para uma volta revoltada invertida aos squatters e quem sabe ao luddismo. Carta do povo? Não deu certo, criou o partido trabalhista. Algo de novo no ar? Ou só mumbo jumbo opiáceo?
Alías, o X-box de alguém ainda funciona? Dava um filme: "A volta dos x-box desmortos".

Terça-feira, Outubro 06, 2009

Materialismo Histórico

Isso é que é a tal da praxis?

Quarta-feira, Setembro 09, 2009

Monteiro Lobato estava certo.

Domingo, Setembro 06, 2009

Eixo do MAL!!!!!!

Pois é, se um pesquisador de terceiro mundo consegue fazer cálculos que simulam o funcionamento de tecnologia nuclear estadunidense, ele obviamente roubou dos estadunidenses. Esse tipo de pesquisador favelado nunca poderia desenvolver, inclusive pesquisando num ambiente acadêmico de favela, esse tipo de instrumental científico dazelite. Com certeza ele espionou as informações da Metrópole. Dá cá esse estudo aqui!

A razão do alarme, claro é o perigo: "A AIEA também usou como pretexto um velho argumento das superpotências: a divulgação de equações e fórmulas secretas, restritas aos países que desenvolvem artefatos para aumentar os arsenais nucleares, poderia servir ao terrorismo internacional. Os argumentos e a intromissão da AIEA nas atividades acadêmicas de uma entidade subordinada ao Exército geraram forte insatisfação da área militar e o assunto acabou sendo levado ao ministro da Defesa, Nelson Jobim."

Se fosse o Enéas...

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

Tima Maia nos ajude

Burrice agora é exclusão racional. Os autores apostam na profunda e disseminada "exclusão racional" da população paulistana de classe média - que é o comprador paradigmático da livraria cultura - para que sua obra se torne um bestseller.

Essa publicação me lembra uma piada nem tão antga assim:
Antes de nascer, joãozinho, assim como todo mundo, encontrou-se com Deus que lhe perguntou:
"Joãozinho, na sua vida, o que você prefere ser? Rico, bonito ou inteligente?"
Joãozinho pensou, pensou, ponderou, rangeu os dentes, pensou mais um pouco e disse:
"Inteligente!"
E Deus disse:
"Pronto, agora vc é inteligente, pode encarnar", fazendo um sinal jedi e enquanto joãozinho encarnava dando uma piscadinha para São Pedro.
"Porra Senhor, eles sempre caem nessa?"
"Sempre, Pedro. Bando de Otário".

Terça-feira, Setembro 01, 2009

Terminator: the named bull chronicles


"Estamos vivendo hoje um cenário totalmente diferente daquele que existia em 1997, quando foi aprovada a Lei 9.478, que acabou com o monopólio da Petrobras na exploração do petróleo e instituiu o modelo de concessão.

Naquela época, o mundo vivia um contexto em que os adoradores do mercado estavam em alta e tudo que se referisse à presença do Estado na economia estava em baixa. Vocês devem se lembrar como esse estado de espírito afetou o setor do petróleo no Brasil. Altas personalidades naqueles anos chegaram a dizer que a Petrobras era um dinossauro – mais precisamente, o último dinossauro a ser desmantelado no país. E, se não fosse a forte reação da sociedade, teriam até trocado o nome da empresa. Em vez de Petrobras, com a marca do Brasil no nome, a companhia passaria a ser a Petrobrax – sabe-se lá o que esse xis queria dizer nos planos de alguns exterminadores do futuro."

Aqui a íntegra do discurso de John Connor.

Segunda-feira, Agosto 31, 2009

Política de conciliação

Eu pessoalmente, apesar de não ser fumante, sou a favor do cigarro como forma de prazer. Tá certo que posso ser chamado de parcial, já que sou fumante passivo. Mas sou contra delação.

Parece-me haver algo de profundamente errado nesta caça às bruxas de nicotina, uma vez que a lei que instituiu as multas para os estabelecimentos com locais de acesso público depende em grande medida da ação dos dedos-duros e alcaguetes da cidade de São Paulo. Gente que tem estupores por causa de um cigarro alheio mas anda de hilux - na verdade não anda, congestiona - infestando a cidade com diesel.

Compreendendo, porém, o direito que os não fumantes têm de não serem passivos e se privarem desse prazer em particular que só a convivência com fumantes ativos lhes proporcionaria, proponho uma solução de conciliação:
Sugiro que todos os fumantes do Estado de São Paulo, TODOS, apaguem seus cigarros de uma só vez, no cu de José Serra.

Quinta-feira, Junho 18, 2009

Disse tudo

Terça-feira, Junho 16, 2009

Autoritarismo liberal na USP

A caça aos subversivos dentro da USP construiu uma geração de gestores autoritários que impediram uma mudança real nos seus estatutos. Esta cultura ditatorial do autoritarismo e do medo criou uma burocracia desapegada do sentido político da Universidade. Por Uiran Gebara da Silva

Rios de tinta e florestas inteiras na forma de celulose já foram gastos para explicar o autoritarismo da sociedade brasileira. E os eventos recentes na Universidade de São Paulo e a reação de alguns setores da sociedade e, principalmente, da mídia paulista, só podem ser entendidos sob esta perspectiva.

Há um paradoxo nos eventos recentes na Universidade de São Paulo. Dia 09 de junho de 2009, uma terça-feira, a Polícia Militar designada pela reitoria para operar uma suposta reintegração de posse reprimiu estudantes, funcionários e professores da instituição. O paradoxo está no fato de que, durante todo o período da ditadura militar, uma repressão policial como esta ocorreu uma única vez: na expulsão da FFCL [Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras] do prédio da Rua Maria Antônia. Como é que num período claramente afirmado como democrático pela mídia oligárquica (pois não há grande mídia, há uma oligarquia midiática com monopólio da televisão e dos jornais impressos) um choque destas proporções acontece?
(...)
Opa! Continua no passa-palavra. Aliás, conheçam este jornal.

Terça-feira, Junho 09, 2009

Tucanaram os maluquinhos

Sábado, Maio 16, 2009

Ninguém se enganou não!

Folha de São Paulo, em 30 de março de 2008:

"A verdade: em 1974, Simonal foi condenado por surra dada em um contador. No processo, levou como testemunha sua um detetive do Departamento de Ordem Política e Social do Estado da Guanabara. Ele assegurou que o cantor era informante do Dops. Outra testemunha de defesa, um oficial do 1o Exército, jurou que o réu colaborava com a unidade. O juiz sentenciou: Simonal era ‘colaborador das Forças Armadas e informante do Dops’. Em 1976, acórdão do Tribunal de Justiça do RJ reafirmou a condição de ‘colaborador do Dops’. Não foram inimigos que inventaram a parceria com o regime, exposta sem reservas pelos amigos de Simonal, que se dizia ameaçado por gente ligada ‘a ações subversivas’ ".

Vamos parar de fingir que a Ditadura Militar não foi uma coisa feia. Wilson Simonal não deve ser menosprezado como músico porque era delator. Mas Fingir que ele não era delator, é muito errado. É maquear a memória para vender discos e filmes. É tornar um dedo-duro um mero fanfarrão, que se atrapalhou todo com seus "amigos" policiais. É a mesma coisa que esquecer Auschwitz. A mesma coisa.

Terça-feira, Abril 07, 2009

Eu fui mais ameaça ao Delfim que a Dilma

O Nosso Atentado

Delfim Neto. Eu confesso: iríamos fazer uma ação contra o grande cortador de bolos do Regime militar. Era um dia ensolarado, seco. Nos reunimos na Ágora, lembro de ter sido avisado pelo Lambão da reunião. Estavam lá: Baleia, Lambão, Onça, Hellmans, Mourinho e eu. Se tinha mais gente, não recordo, não importa.

Tudo tinha de ser feito muito rapidamente. Delfim ia dar uma palestra na Faculdade de Economia e Administração. Tínhamos duas horas para preparar tudo. A proposta era atacá-lo rapidamente e em público para deixar claro o que o povo brasileiro pensava do sujeito. Onça foi quem conseguiu arranjar a munição, quase em cima da hora da palestra ele apareceu com o pacote.

Penetrar no anfiteatro, manter dois na porta, um de cada lado, garantindo a rota de fuga, enquanto os outros se posicionavam em meio à multidão, protegendo o pacote até a hora H, bem em frente ao palco, bem abaixo do sacana. Fui um dos que ficou na porta. Eu e o Hellmans. Baleia era o cara, Baleia assumiu para si a responsabilidade de atirar no Delfim. Onça, Lambão e Mourinho dariam a cobertura e protegeriam Baleia se algo desse errado.

Lembrando hoje, foi tudo muito tenso, as coisas difusas. Entramos no Anfiteatro lotado, a multidão esperando que os olhos de sabujo e a boca de buldogue do Delfim se pronunciassem sobre o momento econômico do país.
Havia muitas pessoas formadas em economia que o viam com bons olhos. Que respeitavam seu conhecimento, sua posição. Havia muitas pessoas carregando faixas e bandeiras, tentando esfregar na cara dele sua cumplicidade com o regime assassino e autoritário. Delfim, no entanto, já não era mais alguém ligado diretamente ao Estado.

Em seu discurso apresentou algumas críticas sobre os rumos recentes da economia brasileira em relação ao contexto mundial. Mas tudo isto pouco importava.
Estávamos todos na expectativa, prontos para cumprir nossa parte seguindo a ação de Baleia. O povo brasileiro queria redenção, pagamento, retribuição. A retórica e a ciência de Delfim. Sua voz empapada e arrastada, as palavras que eram paridas de seus lábios molengas não impediriam a nação de se regozijar na doce vingança nas mãos de Baleia.

Baleia se levantou, puxando o saco que envolvia a arma do crime e atirou o bolo de morango e glacê que passou 5 centímetros da cabeça de Delfim Neto. Cinco centímetros da cabeça de Delfim Neto. Fracasso. Fracassamos! Sem redenção, sem retribuição. Não seria hoje que o Brasil veria o carrasco submerso em vermelho e rosa açucarados. Os três no meio da multidão correram, Enquanto Hellmans e eu segurávamos a porta; corremos também.

Fugimos.
Perdemos.

Agora Delfim é novamente amigo do presidente e provavelmente nem se lembra do bolo que não chegou a levar na cara.
Será que a Folha de São Paulo algum dia vai falar de nós?

Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009

Desopilação do fígado

de: Diretor Veja
para: Uiran Gebara da Silva
cc: Roberto Gerosa
data 26 de fevereiro de 2009 10:55
assunto RE: Como os corruptos ficam milionários na política
enviado por abril.com.br

Responder

Caro Uiran,

nao poderia haver maneira mais explicita de manifestar seu descontentamento com a newsletter. Tinha como certo, antes de comecar a faze-la, que so seria enviada
para quem proativamente pedisse para recebe-la semanalmente. Peco ao Roberto Gerosa, a quem copio, que informe a maneira mais rapida de descadrastar voce -- e, se
possivel, explique como ela chegou a sua caixa postal sem que houvesse sua manifestacao positiva a respeito.

um abraco,

Euripedes Alcantara
Diretor de Redacao
VEJA
From: Uiran Gebara da Silva [utran@ig.com.br]
Sent: Wednesday, February 25, 2009 8:34 PM
To: Diretor Veja
Subject: Fwd: Como os corruptos ficam milionários na política

---------- Forwarded message ----------
From: Uiran Gebara da Silva
Date: 2009/2/25
Subject: Re: Como os corruptos ficam milionários na política
To: Veja

POr que vocês não transformam este spam desta revista spam em um pinto de borracha e então o enfiam no cu do Euripedes Alcantara?

2009/2/20 Veja

QUINTA-FEIRA
19 de fevereiro de 2009

Eurípedes Alcântara
Diretor de redação


Caro leitor,

A extraordinária entrevista que o senador Jarbas Vasconcelos deu a VEJA repercutiu de diversas formas na semana que passou. Ao silêncio constrangido da cúpula do partido, que simplesmente se paralisou diante das revelações de corrupção feitas pelo senador, sobrepôs-se a indignação da sociedade brasileira. Quem melhor traduziu o sentimento das pessoas de bem foi um editorial de jornal, conforme registrou a Carta ao Leitor: "Ao comentar a repercussão da entrevista de Jarbas junto à cúpula do PMDB, o jornal O Estado de S. Paulo, em editorial, deu-lhe contornos definitivos: "Com sua murmurada resposta, o baronato partidário passou o proverbial recibo ao denunciante, elevando inadvertidamente os seus argumentos à categoria de constatação de uma realidade objetiva"."
Como não podia deixar de ser, apesar dos feriados do Carnaval, que teoricamente sugeririam um tema mais leve, a capa de VEJA trata desse "caso de amor" dos políticos corruptos com nosso dinheiro. A reportagem fala da repercussão da entrevista de Jarbas Vasconcelos e termina apontando alternativas práticas de efeito imediato para a contenção do assalto cotidiano aos cofres públicos nos níveis municipal, estadual e federal.

Uma emocionante reportagem relata como (bla bla bla) As Páginas Amarelas trazem a intelectual americana Camille Paglia, autora de livros instigantes como o famoso Personas Sexuais. (bla bla bla) A editoria de Artes & Espetáculos traz uma excelente reportagem sobre os novos escritores "regionalistas" do Brasil e explica por que eles não gostam dessa classificação (bla bla bla) Bem, esses foram os assuntos que escolhi para comentar. A revista tem muitas outras reportagens de enorme interesse. Basta conferir a versão original da newsletter com o índice completo neste link.

Se quiser mandar-me comentários, sugestões e críticas, por favor, use o endereço
diretorveja@abril.com.br

Um forte abraço, belo Carnaval para você e até a próxima semana

Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

Triste retrato da imbecilidade provinciana dos paulistas.



E tem gente que raealmente se orienta por esse mapa.

Sexta-feira, Janeiro 30, 2009

Mais Barricadas na França

Aeeee, começou de novo. Na frança Greve Geral sempre é boa notícia de que os tempos estão mudando. Principalmente quando é a classe média - um milhao e meio de pessoas da classe média - que pára. começou na periferia em 2006, tá pegando no suburbio, se tudo der certo o Chacal mata o Sarkozy ainda este ano.

Terça-feira, Janeiro 27, 2009

Política externa estadunidense.

Domingo, Janeiro 25, 2009

World of Warcraft

Crianças altistas provavelmente tem uma conexão wireless rodando WOW no lado esquerdo do direito do cérebro.

Terça-feira, Janeiro 13, 2009

J' accuse.


Todo o capital simbólico, que o Estado de Israel tinha por causa da triste história de perseguição ao povo judaico no Ocidente, finalmente se gastou com as ações recentes em Gaza. Não há nenhuma linha que separe as atrocidades que os nazistas (alemães, poloneses, franceses, pois o nazismo não foi exclusividade germânica, foi uma doença européia) cometeram contra os judeus daquela que Israel comete contra os palestinos há 30 anos. O uso de armas condenadas pela convenção de genebra é a gota da água que nos permite acusar Israel de genocídio ou etnocídio.
Não seja anti-semita, repudie a invasão de Gaza, a ação que mais estimulou o anit-semitismo desde o Mein Kampf.

Quarta-feira, Dezembro 17, 2008

Só quando o inferno congelar!

"Hoje, a legislação brasileira não permite nenhuma negociação. Mas é claro que flexibilizar não é retirar direitos. Porque ninguém vai retirar direitos. Ninguém deveria ousar propor retirar direitos. Esses direitos foram conseguidos em 150 anos de guerra. E de luta."

Vejam quem disse a passagem acima aqui.

O céu tá pingando fogo e o sertão virou mar.

Segunda-feira, Dezembro 08, 2008

Frederico Nietzsche


Nestas palavras, Frederico Nietzsche sintetiza a filosofia contida em todas as suas obras.

Sábado, Novembro 22, 2008

Ensaio sobre a Cegueira

(...)
Uma combinação entre sectarismo e oportunismo foi responsável pelo comprometimento da orientação política do novo partido, que o levou a perder a possibilidade de formação de um partido à esquerda do PT, que se aliasse a este nos pontos comuns e lutasse contra nos temas de divergência. O sectarismo levou a que sindicatos saíssem da CUT, sem conseguir se agrupar com outros, enfraquecendo a esquerda da CUT e se dispersando no isolamento. Levou a que os parlamentares do Psol votassem contra o governo em tudo – até mesmo na CPMF – e não apoiassem as políticas corretas do governo – como a política internacional, entre outras. Esta se dá porque o governo brasileiro tem estreita política de alianças com as principais lideranças de esquerda no continente – como as de Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia -, que apóiam o governo Lula, o que desloca completamente posições de ultra-esquerda – que se reproduzem de forma similar a dessa corrente no Brasil nesses países -, deixando de atuar numa dimensão fundamental para a esquerda – a integração continental.
(...)
Economistas da extrema esquerda continuaram brigando com a realidade, anunciando catástrofes iminentes, capitulações de toda ordem, tentando resgatar sua equivocada previsão sobre os destinos irreversíveis do governo, tentando reduzir o governo Lula a uma simples continuação do governo FHC, reduzindo as políticas sociais a “assistencialismo”, mas foram sistematicamente desmentidos pela realidade, que levou ao isolamento total dos que pregam essas posições desencontradas com a realidade. (...)
Confirmação desse isolamento e de perda de sensibilidade e contato com a realidade é que não se vê nenhum tipo de balanço autocrítico, sequer constatação de derrota da parte da extrema esquerda. Se afirma que se fizeram boas campanhas, não importando os resultados, como se se tratassem de pastores religiosos que pregam no deserto, com a consciência de que representam uma palavra divina, que ainda não foi compreendida pelo povo. (Marx dizia que a pequena burguesia sofre derrotas acachapantes, mas não se autocrítica, não coloca em questão sua orientação, acredita apenas que o povo ainda não está maduro para sua posições, definidas essencialmente como corretas, porque corresponderiam a textos sagrados da teoria
(...)

Quarta-feira, Novembro 12, 2008

Ad Inferos III - de Ludopedio

Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
...

Sexta-feira, Novembro 07, 2008

A Redenção de Can

Não é patético o Pedro Bial insistindo em denominar o Obama de mulato, só para que sua consciência novecentista não tenha de lidar com o fato de que ele é negro.
E presidente.

Vômito contido.

Importante notar que o fim do mundo se avizinha, o Capitalismo entra em crise novamente (a primeira tragédia, a segunda farsa, já que desta vez TODOS os neoliberais correram para o colo do Estado em busca de regulação, e os que chiaram, respiraram aliviados no segredo de suas alcovas); e o movimento socialista cadê? E o movimento anarquista, cadê? Cadê os comunistas? Em nome da unidade do movimento de trabalhadores eu até estou reconsiderando meu anti-trotskismo, mas eles estão tão ocupados se aliando com o Arena em São Paulo, que acho que vou mudar de idéia.

Há um golpe político acontecendo a partir do poder judiciário, mostrando para o Metalúrgico conciliador que não vai ter conciliação. A possibilidade de se prendesse um dos grandes ganhadores e lucradores nas privatizações do FHC está fazendo - ante nossos olhos e ouvidos, ainda bem que não cheira - tudo aquilo que seu discurso mascara. Acusa o Estado de totalitário, quando o burguesão quase foi para a cadeia, e agora usa de todos os artifícios ilegais de investigação para tentar prender os investigadores.

Se eu fosse um fundamentalista do sul dos EUA acreditaria que a eleição de um homem negro para o cargo de maior poder no país, ainda a grande potência ocidental, é um claro sinal de que o fim está próximo. Mas como eu sou um comunista branco - e nunca fui racista! - digo que isso não significa nada porque ele é democrata e de direita. OU seja é a mesmas coisa que nem o Lula é igual o FHC. Diferente mesmo é e HH, porque ela é evangélica. E no sul, a Gerdau tá dando uma mãozinha.

O mundo está acabando. 2012 maia está aí, Kondratieff chutou uma grande depressão começando em 2009. A hora era agora! Aliás, já foi.

Putz.

Segunda-feira, Outubro 20, 2008

Catarse

Quinta-feira, Outubro 16, 2008

As histórias do meio da revistinha.

Morreu dia 8 de agosto Eugênio Colonnese.
Desenhista e escritor de histórias de terror, também desenhou as histórias em quadrinhos do Instituto Universal Brasileiro.
Por isso, um dos autores mais lidos por mim e, provavelmente, pelo resto de leitores de HQ do Brasil.

Quarta-feira, Agosto 27, 2008

Lição da Modernidade.

Não importa o quanto você resista, não importa o quanto você os deteste. No amplo universo de Reality Shows, há, com certeza, um esperando por você.

Resigne-se.

Segunda-feira, Julho 28, 2008

Fica esperto Gilma Mendes!



Como policial, perdi alguns criminosos para brechas legais, mas eu acreditava no sistema. Como promotor, perdi casos para advogados inescrupulosos, mas eu acreditava no sistema. Como juiz, minhas mãos estavam atadas pela letra da lei, mas eu acreditava no sistema. Até que eles levaram minha família. Aí eu parei de acreditar no sistema...e passei a acreditar.... na Justiça

Quinta-feira, Maio 29, 2008

Ode à Rua Augusta. A.k.a. Fun House & Outs rapsody.

Um
Dois
Três indyiezinhos,
Quatro
Cinco
Seis indyiezinhos,
Sete
Oito
Nove indyiezinhos,
Dez num pequeno Fox.
Iam caminhando pela Augusta abaixo,
Quando um papai deles se aproximou.
E no pequeno Fox um dos indyiezinhos,
Quase, quase chorou.

Domingo, Abril 20, 2008

Capitão Kapital




O primeiro ano de faculdade até que não matou totalmente minha criatividade.

Quinta-feira, Abril 10, 2008

Gaia Ciência

Aforismo I
Nietzsche está para a Filosofia assim como renato Russo está para o Rock.

Aforismo II
A relação vital que muitos adolescentes e pós-adolescentes têm com ambos é o fundamento da comparação.

Aforismo III
Nietzsche que me perdoe...




Renato Russo aos 18 anos de idade.

Quinta-feira, Abril 03, 2008

Nelson Rodrigues

Aposto que foi a mãe que matou, só para foder com o ex-marido. E o processo está correndo em segredo porque o Serra está envolvido.

Segunda-feira, Março 31, 2008

Quis custodes ipsos custodiet?

Homem de Ferro = Ozymandias
Sr. Fantástico = Dr. Manhattan
Capitão América = Comediante
Lei de registro = Ato Keene



Reação babaca de fãboy:
"Guerra civil é um plágio descarado de Watchmen, blá, blá, blá..."

Reação de quem realmente quer apreciar quadrinhos como um meio, uma indústria cultural e uma forma de arte:
"Mark Millar, Brian Michel Bendis, Ed Brubaker e Paul Jenkins conseguiram transpor, para a realidade confusa, hermética e adolescente* do Universo Marvel, não só o tema central da obra prima dos quadrinhos de super-heróis, mas também associar alguns de seus personagens fundamentais aos da história de Alan Moore? Não é que tornaram o Universo Marvel "mais sombrio", mas o associaram diretamente com a realidade política dos EUA atuais, bem debaixo de nossos narizes consumidores incansáveis de revistas?? E, para serem coerentes com o Mito original, mataram o Capitão América???"

Pois é, artista bom faz o impossível, nas piores condições. Vamos torcer para Joe Quesada não ressucitar Steve Rogers e manter Tony Stark o facista que sempre foi...

*Chamo de adolescente a realidade do Universo Marvel em comparação com a realidade infantil do Universo DC.

Sábado, Março 29, 2008

O Segredo.

Quem inventou a agricultura? de acordo com os nazistas, os gigantes vindos da Atlântida. de acordo com Roland Emerich, também.

Sexta-feira, Março 21, 2008

Há budismos e budismos...



É por isso que eu nunca fui muito com a cara desse aristocrata safado aí.
Quando finalmente o povo fodido do Tibet pega em armas, quando os monges budistas tibetanos mostram para que que serve todo aquele treinamento asceta que eles fazem, e começam a ameaçar o imperialismo Chinês, o sujeito - de fora, tomando vinho francês - manda parar.

Gandhi também era pacifista, no meio da massa, com os canos dos fuzis ingleses apontados para o seu nariz.
Essa é toda a diferença.

Quinta-feira, Março 20, 2008

Teoria da conspiração

Sempre entrava no site-blog Conversa-Afiada, pois me divertia com o ufanismo juscelinista, semibrisolesco de seu autor, ao mesmo tempo que me deliciava com seu anti-tucanismo. Qual não foi a minha surpresa esta quarta-feira ao tentar acessá-lo o dia inteiro sem sucesso. Lá pelas tantas a ficha caiu, deixa eu ver no observtório da imprensa se tem alguma coisa. Batata: uma declaração de Mino Carta anunciando sua saída do IG em apoio a Paulo Henrique Amorim, que teve seu contrato encerrado pelo portal-provedor (faz diferença?).

Logo a seguir vinha uma tentativa de explicação do ocorrido retirada do site do Azenha, apresentando a explicação manca "vazada" pelo blog do Noblat (também do ig, meio tucano). O ig teria o direito de encerrar o contrato no caso de acesso baixo. Oras, o Conversa-Afiada de maneira alguma tinha pouco fluxo de leitores.¬¬

O pior de toda a história foi que o IG durante dois dias, manteve o conteúdo do Conversa-afiada de refém.
Agora, depois de uma rápida batalha judicial, PHA conseguiu seu conteúdo de volta e está num novo site:

Até então, eu nunca tinha levado muito a sério os ataques de PHA ao Daniel Dantas e comparsas do burguesia parasitária do planalto, financiadora de nosso sistema político fisiológico. A tese de PHA é que Daniel Danta é e foi o financiador dos caixa-dois de campanha tanto do PT, quanto do PSDB. E ele e sua patota também são (de acordo com o Nassif) a fonte municiadora de dossiês "investigativos" da revista Veja, tipo so dólares vindos de Cuba para financiar o Lula ¬¬.
E pior: o responsável pela contratação do Mainardi. Agh!
Bom...acho que as coisas ficaram claras agora...

Sexta-feira, Março 07, 2008

Mais uma verdade que está lá fora

E. Gary Gygax é um nome perfeito para o criador do Dungeons and Dragons. É como se um dos criadores do primeiro rpg fosse um alienígena ou um feiticeiro que, através de um mecanismo ritual estranho e seus pequenos artefatos para o controle da mente de muitas e muitas pessoas, tivesse iniciado uma série de ordens secretas, que um dia se juntariam em uma só grande ordem e dominariam o mundo. E só não o dominaram porque a Devir interviu, impedidndo a popularização de fato do jogo no Brasil, fazendo dele objeto de consumo de luxo, interompendo o processo de conquista. Ufa... viva a Devir!!!

Terça-feira, Março 04, 2008

Outra verdade, mas essa do Nu-Metal

O Slipknot é uma banda de emo ao contrário. Não é diferente, é só do avesso, se virar do outro lado, é um bando de emos.

Segunda-feira, Março 03, 2008

A dura verdade sobre os X-MEN nos anos 80.

O Chris Claremont é o Manoel Carlos das histórias de super-heróis.

Sexta-feira, Dezembro 07, 2007

Cilada para Roger Rabbit

Como é bom ver que a justiça italiana é mais criativa que a brasileira. Mais: melhor o Mickey e O Donald declarando serem a favor do copyleft, deixando o Chinês em paz, do que algum funcionário da Disney querendo (mais) dinheiro.

Quarta-feira, Dezembro 05, 2007

Em busca da catota perdida


Dando vazão ao meu institnto Monty Python. Nem é falta do que fazer, é iconoclastia reprimida mesmo.

Segunda-feira, Dezembro 03, 2007

Os fatos, nada mais que os fatos.

O São Paulo ou o Palmeiras cairem para segunda divisão nunca vai ser considerado tragédia nacional.

Segunda-feira, Novembro 26, 2007

Drops bolivariano

Hugo Chavez pode até ser um chato. Mas o Rei da Espanha é um rei.
Onde estava o papa Bento XVI e suas tripas, na hora de enforcar o último monarca?

Quarta-feira, Novembro 21, 2007

Sobre cantoras brasileiras...

Finalmente escutei Vanessa da Mata.
É a Ivete Sangalo que a Vila Madalena merece.

Quarta-feira, Novembro 07, 2007

Neubauer e Chalita

Quando a distinta professora que você substituiu em algumas disciplinas sem propósito (Projeto técnico, ações de cidadania .. sic), arregala o olhar ensandecido, depois de contar as aulas que deu e não deu, concluindo que haverá reposições, e sai gritando e dançando: "vai sobrar Dindim no fim do ano, vai sobrar dindim no fim do ano...", é que você está olhando o fundo do poço do Ensino público de São Paulo.

E ainda era uma Escola técnica...

Sexta-feira, Outubro 19, 2007

O filme do ano que vem.

A O2 filmes, em parceria com a Zazen Producões, e associados à Dark Horse comics e à Twentieth Century-Fox, já planeja altos võos no mercado internacional. Fernando Meireles já terminou o roteiro e está conversando com Richard Donner para dirigir esta superprodução que também terá uma versão quadrinizada saindo junto: Little Joe vs. Captain Rebirth. O argumento inicial parece girar em torno do retorno de Capitain Rebirth ao mercado de trabalho como segurança privado, já que o trabalho de PM convencional não sustenta sua família. Acaba o contratado por um importante marreteiro. Little Joe, que sobreviveu aos seus tempos de domínio do Morro, é o seu grande concorrente. Tudo no roteiro aponta para um verdadeiro duelo de titãs.
Já estão acertadas as pariticipaçôes especiais de Chuck Norris e Bruce Campbell.

Roma - veia aberta.


Nenhum problema com a tinta, ficou até bonito e arte contemporânea é isso: conceito e releitura.

O que me incomoda é que o futurismo da "FTM Azione futurista" é uma proposta estética que tem quase cem anos. Que criassem outro selo estético parta o movimento!

Até prefixos me deixavam mais satistfeito: Neo ou Pós futurismo.
mas quem sabe algo como Ventiunismo, ou melhor: Neuromancerismo ou Bladerunerismo.

Quarta-feira, Setembro 26, 2007

Futuro roubado



Para quem acha que rapadura é doce...

Domingo, Setembro 16, 2007

MAAANOO, perdero o juizo...

Alguém perdeu o parafusao na Abril, não?
Perto dessa, os dólares cubanos são até verossímeis...
Para ler um Zé Dirceu indignado - ele é corinthiano?

Domingo, Setembro 02, 2007

O melhor argumento anti-criacionismo que eu já vi.




Eu me senti na obrigação de divulgar essa ... curiosidade. Acho que é Colombiano.
O menino - ou anão, sei lá - não é incrível? Bixim de Deus, pode matá não.

Agora, quando ele diz pulando:"No soy pariente del Mono!!"
Dá para levar a sério?

Segunda-feira, Agosto 27, 2007

Justiça poética

O último show da dupla Sandy e Junior foi - que surpresa! - no Acústico MTV.

Que nem os Titãs.

Quarta-feira, Agosto 22, 2007

A verdade enfim!



Eu falei, eu falei, eu falei.
Só não viu quem não quis. O Galvão é FLAMENGUISTA.

"Esperando Homerot"

Peça que inaugurou o gênero non-sense no teatro grego, revolucionando a Nova Comédia helenística. Escrita e apresentada em 308 a.C por Bequetandro um discípulo de Menandro, autor de Dyskolos - "O Misantropo". No texto, dois mendigos, Ari e Totô, conversam sobre assuntos incompreensíveis, como se fossem dois monólogos, enquanto esperam a chegada de uma terceira figura, que nunca aparece.




Ao lado, os bustos dos atores que a estrelaram pela primeira vez, encarnando respectivamente Ari e Totô.




Abaixo, um esboço moderno do autor Bequetandro, feito a partir de uma descrição encontrada em Vida de Demétrius de Plutarco.

Terça-feira, Julho 24, 2007

Masacration Italiano.


Continuando nossa pesquisa sobre metalheads-para-si. Descendentes diretos do hegelianismo de Benedeto Croce, estes valentes músicos se apropriaram da prepotente música norte americana do Manowar para passar uma mensagem do velho mundo ao novo. Colocam-se teologicamente contra todo o falso metal. E também contra posers, que são losers.
NANOWAR
Imperdível é a cover do Iron: number of the bitch.

Segunda-feira, Julho 23, 2007

Coisas que precisam ser ditas sempre.

"Pode-se citar Platão para "desaprovar" quase qualquer avaliação geral que se faça sobre a sociedade grega, mas isso é um método histórico fundamentalmente errado e imbecilizante. Gregos do século IV a.C. não aboliram, dessa forma, ou mesmo questionaram a monogamia e a familia a despeito dos argumentos arrolados contra ambas na República."
M.I.Finley

Sexta-feira, Julho 06, 2007

A verdade última sobre os poodles.

Os poodles são a versão canina do catolicismo não-praticante.

Segunda-feira, Julho 02, 2007

Headbanging Cows.



speechless.

Quarta-feira, Junho 27, 2007

Fundamento teológico do monoteísmo universalista cristão.

Eu tinha de traduzir isto:

...A crença de que um Zumbi Judeu Cósmico que era seu próprio pai pode fazer você viver para sempre, se você simbolicamente comer comer da sua carne e telepaticamente lhe dizer que você aceita ele como seu mestre, para que ele possa remover uma força malvada da sua alma que está presente em toda a humanidade, por causa de uma mulher-costela foi convencida por uma cobra falante a comer de uma árvore mágica...

Ad inferos II

Devo ter morrido e a Fapesp é aquele corvo
que come o fígado,
que regenera,
para que a Fapesp coma meu fígado de novo,
ad nauseam...

Terça-feira, Junho 12, 2007

De Docentes ad fugam

"Penso que temos que dar conta de perceber, quando o movimento está num porcesso de ascenso e quando ele começa a perder a sua energia e a sua força"

Zilda Iolkoi.

O que essa afirmação apresenta é uma justificação Manca para que os professores saiam da Greve. A frase é típica de membros de articulações políticas que se entendem parte da assim chamada "liderança". Geralmente vem acompanhada da perspectiva de manter o movimento coeso e não perder a unidade. Fala do movimento de fora, como se fosse uma força externa, da qual a proferidora das palavras não fizesse parte.

1. De fato não faz.
2. A relação expressa por essa liderança, quando nestes termos, denota uma implicita alienação do corpo do movimento.
3. A alienação vela a vergonha de admitir que o movimento não tem unidade nenhuma e nunca vai ter, devido a divisões de classe internas.
4. No caso, divisão entre docentes cuja situação como trabalhadores e relação com a dimensão pública do Ensino e da Pesquisa entra em oposição com professores que se apropriam de forma coronelísitca de seu quinhão de conhecimento, transformando a Universidade em seu cantinho de poder e status social, ou em oposição a outra categoria de docentes, que querem transformar sua produção de conhecimento em commodities o mais rápido possível.
5. Nossa amiga está saindo da primeira e marchando firme para a segunda categoria. Mas se fizerem a proposta certa, vai rapidinho para a terceira.

Segunda-feira, Junho 11, 2007

Quando você abre a fábrica de salsichas é isso que sai.



Ou: o que é que um historiador realmente faz com o passado.

Quarta-feira, Junho 06, 2007

Do Gênio Artístico

Existem vários tipos de gênios artísitcos. Partindo dos critérios e padrões atuais de compreensão das artes - e ainda estamos presos ao debate romântico entre classicismo e barroco: convenções vs. originalidade, regras vs. sentimento - podemos dizer que há os gênios da expressão individual, originais, "inovadores". E, também, há os do uso magistral das fórmulas, das regras; no meio do caminho, há os da sua extrapolação.

Há os David Bowies no Rock n´Roll que criam algo tão pessoal que qualquer imitação fede - veja por exemplo todo o resto do Glam Rock.

E há os Bon Jovis. Que se apropriam de um gênero e o dominam tão bem, que exploram todas as suas possibilidades. Have a Nice day, por exemplo. é Bon Jovi, o mesmo Bon Jovi de sempre, com as convenções do hard Rock, todas no lugar certo, na hora certa, criando o afeto certo, com a harmonia certa. Eu, em defesa do barroco, gostaria de dizer que é tudo afetação e minhas respostas são automáticas com tanta experiência de audição de Hard Rock. Mas isso seria comprar a bobagem romântica de que o único critério de expressão estética é a genúina expressão do EU, e não o domínio dos instrumentos.

Por outro lado há as coisas ruins e sem criatividade nenhuma que imitam sem dominar o que estão fazendo, como Strokes com o Stooges.

Quinta-feira, Maio 31, 2007

Sportv

Obejetividade é, dos narradores de futebol, a noção mais subjetiva.

Segunda-feira, Maio 07, 2007

Pedagogia Arcaica



Reflexão imagético-crítica concernindo a ausência do estudo de dinssauros na escola contemporânea.

Sexta-feira, Maio 04, 2007

Miauahalaaaa!!!!

A beleza da intenet e dos blogs e a possibilidade de encaminhar os passantes a bobagens como essa.

Segunda-feira, Abril 30, 2007

Satã na Web II



E ainda tem gente que acha que exorcismo é coisa da Idade Média...

Terça-feira, Abril 24, 2007

Satã na web

Quarta-feira, Abril 18, 2007

Piada pronta, na verdade...

Os estudantes de Medicina daqui da USP são muito mais espertos que os de Engenharia da Virgínia.

Sábado, Abril 14, 2007

Denominazione di Origine Controllata

E pensar que na Alemanha, PITU(tm) é sinônimo de cachaça.
Digo, literalmente, que nem Bombril(tm), ou Gilette(tm). Cachaça ninóis.

Sexta-feira, Abril 13, 2007

Sobre Cinema Francês

Tem quem separe arte e literartura de propaganda. Para mim, "arte" e "literatura" são propaganda para gente mais entojada. No fim, a idéia é você comprar alguma coisa.

Resenha de Star Wars episódio I



Meio que resume tudo que eu gostaria de dizer sobre esse filme.

Quinta-feira, Abril 05, 2007

Sobre quinquilharias cristãs

E não é que o então estudante de Teologia Joseph Ratzinger, lá pelos idos dos anos cinquenta, escreveu vários estudos a respeito da perseguição - ou defesa da fé - Agostiniana contra a seita donatista do cristianismo na África!
Para os que não são estudantes de Cristianismo Antigo:
Agostinho é provavelmente o teólogo fundamental para consolidar uma justificativa filosófica e teológica de que a Igreja cristã deveria ser uma instituição política e agir entre os homens através de sua Auctoritas.
Os donatistas acreditavam que que era necessário que a Igreja fosse uma reunião de seguidores das idéias cristãs, se esforçando para não compartilhar os espaços de poder do Império Romano.
E dizem que essas coisas antigas não servem para nada...
Não seria surpresa encontrar na justificativa da excomunhão de Leonardo Boff citações de Agostinho contra os Donatistas.

Terça-feira, Abril 03, 2007

Com as palavras: o diretor do filme.

"No final, quem acabou reclamando foi o governo do Irã, que queixou-se de como os persas são retratados.

Eu ouvi falar disso. Não foi nossa intenção fazer um filme que insultasse qualquer cultura ou pessoa. Eu queria, na verdade, o oposto. Peço desculpas a eles se realmente se sentiram ofendidos. Fizemos o filme fantástico de propósito, justamente para evitar essas comparações, para que as pessoas entendessem que há um fundo histórico, mas é mesmo um filme de fantasia. Pra mim, o filme é a história em quadrinhos, não a História. Eu pesquisei, sei como Xerxes era de verdade, como os Imortais eram de verdade e como os Espartanos eram - e são todos diferentes do filme - então a questão é, se tivéssemos seguido a risca a História, visualmente e factualmente, aí sim teríamos feito um filme político. E isso é perigoso, é tipo um A Paixão de Cristo, porque as pessoas saem do cinema pensando "isso foi real, não preciso estudar História, vi o filme, sei o que aconteceu", mas eu apostei na fantasia, deixei ele bem distante da realidade, achei que estivéssemos longe desse tipo de polêmica. Mas espero que as pessoas então se interessem pela História e vão ler livros a respeito. Aí elas descobrirão o papel fundamental que Xerxes teve na cultura mundial e seu avanço. Além disso, se essa polêmica toda fizer com que as pessoas conversem sobre os conflitos que estão acontecendo hoje - já me perguntaram se George W. Bush é Xerxes ou Leônidas - isso será um aspecto muito positivo que eu não esperava da produção. Espero que o filme reverta também o aspecto negativo que a palavra "liberdade" tem hoje. Essas guerras todas travadas supostamente em nome da "liberdade" deturparam a palavra e fazem parecer que ela não é uma coisa boa - o que é um absurdo.

Sim, e George W. Bush não tem nada de Leônidas!

Nada! Enfim, minha intenção foi fazer uma ópera. Na minha cabeça é muito mais uma ópera que um épico desses que tem a intenção de "voltar no tempo", como Alexandre, mostrar como todos eram gays e tal... se bem que vão falar que o meu filme é gay mesmo assim. Hahahahahaha. Minha intenção é mostrar a mitologia. E veja só... a mitologia a partir dos olhos de um espartano. Delios, o narrador, era espartano e nem estava lá no final pra saber o que houve. Ele inventa tudo aquilo, aumenta as coisas. Então só segui isso - aumentei a farsa!

Na sua ótica então, Xerxes nem é o vilão da história.

Nem um pouco. Ele é um cara fantasticamente razoável. Tenta argumentar o tempo todo com Leônidas, tenta chegar a um acordo, não quer brigar e nunca ofende o espartano. Pelo contrário, oferece cargos a ele, diz que adora a cultura, etc. Enquanto isso, Leônidas é um bruto, "foda-se seu fodido, eu vou matar você, porra", é um doido. Até no finzinho Xerxes ainda tenta ignorar as perdas e ficar amigo de Leônidas. E nada... ele quer é morrer. E isso de certa forma lembra os próprios espectadores que eles não são espartanos. Aqueles caras não são os mocinhos a serem seguidos. Você não quer morrer, você não quer atirar bebês de penhascos... "

Agora vá convencer o norte americano médio que GW não é Leônidas....

Fonte: www.omelete.com.br

Sábado, Março 31, 2007

Os 300 de Goebbels


Vamos à parte fácil primeiro: o discurso é facista. Ponto. Éra só ser fiel à HQ - graphic novel é termo de gente entojada - do Frank Miller. Frank Miller é facista, escreveu várias HQs facistas, e pelo visto o 911 norte americano (sacaram, sacaram?) só colocou isso na testa dele. Bom o filme é fiel, o filme é facista.

Passamos a parte fácil, agora vem a difícil. Mesmo facista, é bom para caralho. Zack Snyder, o responsável pela transformação da HQ em filme é um gênio da narrativa visual violenta. Sua refilmagem de Dawn of the Dead é espetácular e única. Um dos melhores filmes de zumbis já feitos e o mérito é dele. Reler George Romero não foi fácil: Frank Miller, fichinha. Mesmo porque Sin City de Robert Rodriguez já rompera o preconceito e sugerido soluções visuais e narrativas que funcionaram na tela. Snyder não só aproveitou as propostas de Rodriguez e melhorou, experimentou um tratamento matinê -anos cinquenta na película, uma iluminação Orson Wells nos vilões - coisa absolutamente ausente nas HQs - que aliás são todos negros - coisa absolutamente fiel às HQs.

Pausa: Desde quando persas são negros, Frank Miller?

Bom, um soldado sobrevivente narra a história, o épico. 300 é uma história de heróis. Quanto mais esse caráter é apresentado pelas ações e falas, melhor o filme, mais verossímil ele fica. Violência digital, em stop motion e aquarela de pixels. É o escuro das sombras e dos persas - seja os imortais, seja o circo de horrores que compões o exército de Xerxes (eta visão ocidentalista!) - contraposto ao vermelho e bronze - das capas e dos escudos, do sangue e da poeira, como se fosse em película antiga.

Dois problemas:
1. O filme perde muito da sua credibilidade narrativa nos momentos que retrata questões políticas em Esparta. O épico é subsituido por uma tragédia política tacanha. Aquela coisa norte-americana de dizer que políticos não entendem de guerra, só sabem fazer "política"(!?), blá, blá, blá. Mas o épico violento transborda até aí e salva a coisa.
2. Por que esses compositores de trilhas incidentais para épico gostam tanto de colocar Ênia nas cenas tristes? É impressionante a quebra de clima que essas porcarias de vozes femininas sonolentas provocam.
Aliás, esses dois pontos quase fazem o filme não ser melhor que a História em Quadrinhos.

Digo isso, porque ele é. A história em quadrinhos é um grande épico militarista e violento, composto fora de época, na qual Miller ensaiava seu facismo enrustido, já despertando em Sin City (Cf. Safra Sangrenta de Dashiel Hammet). O filme de Snyder é uma obra prima da propaganda política contemporânea, feita num contexto explosivo, e na qual nem mesmo certas ambiguidades colocadas no roteiro o salvam da defersa do ociedente (EUA) contra o oriente (Irã). Se ao sair do cinema fulano não estiver disposto a pegar em armas contra os Persas e morrer em defesa de Esparta gritando "tonight we dine in Hell!!!!", é porque só tomou todinho quando era criança e provavelmente era o dono da bola. A nós mortais, suscetíveis à propaganda nazista, resta torcer que Snyder ao adaptar Watchmen* seja genial também. Mas para o lado do bem.

*Ressalvas: Alan Moore mais Dave Gibbons é muito mais complexo que frank Miller mais Lynn Varley.

Quinta-feira, Março 22, 2007

Meio atual, né?


United in a time, a time of need

Against a common foe, the enemy
The years of death endured, the years of pain
Against an evil force, a force not sane
We become the enemy

When freedom dies for security
And then the world endured, a victory won
Against an insane man and his cohorts
But once the war was done, blind fear prevailed
And years of darkness came, freedom was nailed
We become the enemy
When freedom dies for security

We let our freedom die, we let it wane
We feared an enemy's atomic rain
But what was on our minds, what we became
We and the enemy
We are the same
We become the enemy
When freedom dies for security

"When Freedom Dies" - Handle with care - Nuclear Assault (1988).


Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007

BE-A-BÁ

E se perde tanto tempo explicando por palavras....

Terça-feira, Fevereiro 13, 2007

Meninões e menininhas

Aí então eu paro na frente do HSBC Belas Artes e vejo que vão começar um esqueminha de cineclube. Bacana! Buenas, eu dou uma olhada na lógica da coisa, até valeria a pena se eu pudesse acompanhar mesmo. O valor 120 reais por ano, é justíssimo. Mas o ponto no qual quero chegar não é o cineclube - saudoso Cine Bijou...

A primeira série de filmes, os quatro que vão passar no primeiro mês do cineclube, é sobre Lolitas da vida. Por que Lolitas da vida, se pergunta o leitor? Cada filme não é uma obra singular de um diretor singular?

Pois me é impressionate o fato de que com execção do Lolita, dirigido pelo Stanley "Mesmo ruim é bom" Kubric e baseado na obra de Vladimir Nabokov - um russo e isso é importante - todos os outros filmes padecem de um mesmo problema, na verdade expressão da pobreza do cinema de arte ocidental.

Eu serei direto. Em primeiro lugar, todos os filmes são devedores da obra do Kubric em termos de inaugarção de uma temárica no cinema. Em segundo lugar, não me conformo com o fato de que apesar do esforço destes diretores em lidar com um tema delicado como o da sexualidade feminina adolescente e seus flertes com homens na idade de seus pais, todos eles PRECISAM colocar a narrativa num tempo idílico: as férias. Ou seja, com exceção do protagonista de Nabokov - ora pois, um russo! - e Kubric - ora pois, um inglês sem escrúpulos! - todos os outros estão de férias.

Por que a putaria pedófila precisa acontecer nas férias??? Por que o flerte de um quarentão com uma mocinha "em descoberta da sexualidade" não pode se dar em temporada de trabalho? Oras, no caso de Lolita, pode. Por que no caso dos outros não? Será a má consciência burguesa tão forte que - má consiência da qual Nabokov não padece e que Kubric ataca impiedosamente em sua obra cinematográfica - que faz com que diretores do calibre do Eric Rohmer ainda separem ócio de negócio?

Quinta-feira, Janeiro 18, 2007

Aufklarüng on line


O que ele diria disso?
Heim? O que ele diria disso?
" - É colecionável?"
É acho que seria algo assim...

Quinta-feira, Dezembro 21, 2006

Obituario con hurras

Por Mario Benedetti (poeta uruguaio)

Vamos a festejarlo
vengan todos
los inocentes
los damnificados
los que gritan de noche
los que sueñan de dia
los que sufren el cuerpo
los que alojan fantasmas
los que pisan descalzos
los que blasfeman y arden
los pobres congelados
los que quieren a alguien
los que nunca se olvidan

vamos a festejarlo
vengan todos
el crápula se ha muerto
se acabó el alma negra
el ládron
el cochino
se acabó para siempre
hurra

que vengan todos
vamos a festejarlo
a no decir
la muerte
siempre lo borra todo
todo lo purifica
cualquier día

la muerte
no borra nada
quedan
siempre las cicatrices

hurra
murió el cretino
vamos a festejarlo
a no llorar de vicio
que lloren sus iguales
y se traguen sus lágrimas

se acabó el monstruo prócer
se acabó para siempre
vamos a festejarlo
a no ponermos tibios
a no creer que éste
es un muerto cualquiera

vamos a festerjarlo
a no volvermos flojos
a no olvidar que éste
es un muerto de mierda

Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

No passarán!


Murió!!!!!!!!!!!
El Santa chileno murió!!!!!!
El crápula que dió de regalo a la burguesia del Chile su proprio massacre y neoliberalismo precoce murió.

Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

O segundo - eu acho - post autobiográfico deste blog.


Tudo tão azul hoje. Tudo tão vazio, tudo tão vergonha, tão egoísmo descoberto.
Tudo tão no seu lugar, tudo tão fora de tudo que era ontem. Nenhuma certeza que cetera. O vento, o pó, os movimentos rápidos dos olhos. Nem a Chrissie Hynde me anima hoje, nem o Iggy Pop, nem a Kate Person. Quiçá o Black Sabbath. Nem van halen, nem Bon Jovi.

Nem um porre.
Nem a Maria Rita.

Naaada.
Surpreenda-me Universo.

Terça-feira, Outubro 31, 2006

Dilema sobre a festa de domingo.

E se não puder achar, entre duas coisas que não me agradam, uma menos ruim, sem ter que aceitá-la integral, sem poder expressar minha ojeriza por parte daquilo, sem poder me dar o direito de não festejar aquilo que em verdade me entristece, que escolha é essa no final?
Por que temos de ser coerentes num enquadramento político profundamente incoerente?
Por que ir na Paulista? Só de pirraça?
Talvez essa seja a única boa razão:
Só de pirraça.

Sábado, Outubro 28, 2006

Paulista

Tem coisa que tem a hora certa na vida.
As primeiras audições do disco Carioca do Chico, entraram por um ouvido e saíram pelo outro.
Hoje, eu prestei atenção.
Parece o Chico de Sempre. E é isso mesmo, só que melhor.
Lirismo desenfreado, dissonante e bem, muito bem arranjado.
Mas só se vc prestar atenção, Só se você precisar.
Senão é só Chico.

Terça-feira, Outubro 24, 2006

Contra-Haikai para o Geraldo.

A Tradição é beber com os amigos;
A Família é quem reclama;
A Propriedade é que vai embora.

Sábado, Outubro 21, 2006

Mensagem da Reforma aos eleitores de hoje

Voz (na Multidão)
- Bispo! Bispo! Aparece!
-Aconselha-nos.
- Que vai acontecer?

Voz
É o fim do mundo! (Um homem surge da multidão, salta até a fachada do palácio do Bispo e ali se instala. O padre afasta-se dele e volta a reunir-se à multidão)

O Profeta
O mundo está perdido.
Agitemos as carniças.
Deus ali está. Batei, batei, batei.

(Gritos e começo de pânico.)

Um Burguês
Vamos! Vamos! Calma. É apenas um profeta.

Multidão
Mais um? Basta! Cala-te. Brotam profetas de todos os lados. Não valeu a pena prenderem nossos padres.

Profeta
A terra tem odores.
O sol queixou-se a Deus!
Senhor, quero extinguir-me.
Estou farto dessa podridão.
Quanto mais a aqueço, mais ela purga.
Ela macula a extremidade de meus raios.
Desgraça! - diz o sol. Minha cabeleira de ouro embebe-se na merda

Um Burguês
Cala-te!

(O Profeta cai sentado, A janela do bispado abre-se violentamente. O Bispo aparece no balcão, em grande aparato.)

Johannes Paulus Sartorius - Worms, 1534. Diabolus et Deus Bonus

Sexta-feira, Outubro 13, 2006


"Se é por isso que o povo gosta do Lula eu também consigo ó: quatro dedos, ó!"

Terça-feira, Outubro 10, 2006

Pequena história platonista do Rock N´Roll. Capítulo III: Percurssores Borgísticos


Issac Newton, um dos maiores astrólogos da pasagem do Século XVII para o XVIII, profundamente insatisfeito com o sucesso repentino do Britpop, a partir de 1690, revolucionou o mundo da acústica e a manufatura musical. Com seu debut em 1710, Newton reescreveu a história do proto-rock-n-roll com o som pesado de seu GraviTones. Seu primeiro e único album Calculus pavimentou para o mundo da música as bases do heavy metal com o pesaíddsimo hit Apple to the ground, a cavalgada pauleira de Diferential perspective, os vocais blues e cavernosos de Integral moves, a extremamente sexy e funkeada Law´s of body motion e épica e intrincada Equal opposition, uma obra prima a respeito das Revoluções Inglesas. Seu estrondoso sucesso fez com que superasse nas paradas da Bilboard o som melódico do Die Monadz e seu grande vocalista Leibniz nunca aceitou tal derrota. Infelizmente a carreira do GraviTones durou apenas até o fim da vida de seu fundador, e o heavy metal do século XVIII desapareceu tão rápido quanto surgiu.

Sábado, Setembro 30, 2006

Então é isso, sou aristotélico. Sempre me achei mais platonista, mas acho que era platonista só por preguiça.

Nerds contra-atacam.



Será que funciona com playboy motorizado?

Terça-feira, Setembro 19, 2006

Sobre o Dossiê Serra.

Em primeiro lugar, se o esquema de; abre aspas: sangue-sugas, fecha aspas; surgiu quando um vampiro seco era o ministro da saúde, porque não investigar? Em segundo lugar, por que comprar um dossiê que cedo ou tarde cairia nas mãos da PF? Terceiro lugar, se for quente, é quente, o Serra estará fodido. Se não for, não tá. simples. Quarto: eu juro que ainda não entendi o que que o Lula tem a ver com a história. É despero mesmo da burguesia paulistana? Que a mídia é serrista, nós já sabemos, mas quanta hipocrisia! A nossa classe média positrônica ainda consegue comprar esse discurso? Aliás, como é que essa classe média tacanha, leitora de Veja conseguiu formar opinião durante tanto tempo? Porque, de acordo com os analistas,(Franklin Martins, Caros Amigos) não tá formando mais, não.
E quer saber? Eu quero mesmo é que impugnem a candidatura do Lula! A esquerda não quer um ascenso das massas? Eu acho que isso consegue um, assim quem sabe o país sacuda de vez! Se isso acontecer, a direita partidária, a classe média paulistana e a burguesia brasileira finalmente vão conseguir chavinizar o Brasil.

Segunda-feira, Setembro 11, 2006

Coisa de Velho

Uma coisa é a sensação de que Fernando Henrique Cardoso está Gagá. Devve ser resultado da súbita descoberta de que ele, um renomado sociólogo, presidente do país por oito anos, não conseguiu que a memória de si mesmo fosse glorificada como a do melhor presidente-político-pessoa-bacana do Brasil. Sobrou-lhe melancolicamente o papel ridículo de escrever sua biografia made in USA (dispensa-se o corolário, a piada pronta). Inconformado com a aceitação recebida pelo eleitorado dos desvios éticos do PT, inconformado com os rumos do PSDB ao escolher o Xuxuzinho contra Lula, escreve uma carta. "Carta é coisa de velho" alfineta o governador de São Paulo, Claudio Lembo. "Quando eu sair do governo, também vou escrever uma" prossegue Lembo. Ora, a Carta de FHC não é qualquer carta, é uma carta aberta ao PSDB - e o Lembo não é do PSDB. E nem deveria ser o Fernandão, já que a sua carta é uma tentativa patética de eximir-se da culpa da derrota vergonhosa do PSDB nessas eleições.

Os oito anos de governo nacional do PSDB, os oito anos de neoliberalismo desenfreado, privatizações vergonhosas, endividamento irresponsável e contas CCC mandando dinheiro para fora, os oito anos de CPIs mortas no berço, os oito anos de Viajando Henrique Cardoso, todos os oito anos só são engolidos a seco e com alegria, sem nem mesmo uma margarinazinha para ajudar, por essa classe média paulistana direitosa. Com todas as letras, essa pequena burguesia, pequena proprietária, pequena gerente do Capital. Advogados, médicos e engenheiros com seus escritóriozinhos. Diretorezinhos e gerentezinhos de bancos ou de empresas, com seus três carros na garagem para burlar o rodízio. É para eles que se endereça a carta velha de FHC. Uma carta tão velha que para fazer a contraposição às contraditórias imagens dançantes de Lula - entre um Getúlio nas ações e um Juscelino no sorriso - Fernandão evoca a única persona política de nosso passado nacional capaz de se opor tanto a uma quanto a outra fantasia retrospectiva de Lula, tanto ao paternalismo de GV, quanto a inserção de capital industrial estrangeiro de JK: Carlos Lacerda.

Impressionante como os homens do presente ao instrumentalizarem o passado recente o fazem de maneira hábil. Se a social-democracia lulista articula os 50/5 com o petróleo é nosso, enquanto deixa bancos e indústria felizes, enquanto fica satisfeito com o jogo no qual ganham todos e infla sua popularidade, rearranja-se no imaginário dentro do populismo - "a nuestra social-democracia".

Sobrou o que para FHC, paladino da globalização virulenta e desestabilizadora de qualquer estrutura econômica? O paladino do anti-populismo, o único liberal de verdade no cenário políco brasileiro, e sendo o PSDB o primeiro partido liberal de verdade no Brasil, por que não? Se fernandão quer ser o novo Carlos Lacerda, que seja. Só nos resta esperar que tenha de sair correndo do Brasil, fugindo da multidão furiosa, como o Lacerda verdadeiro.

Quinta-feira, Agosto 24, 2006

Jalecos

Scrubs é mais um dos inúmeros seriados sobre hospitais que são veiculados pela tv a cabo no Brasil. É, no entanto, não um seriado dramático ou de ação como E.R. ou House. É uma Sitcom. E sendo uma sitcom, é recheada de momentos nos quais podemos rir da miséria alheia. O mesmo tipo de humor negro e desgracento de Seinfeld ou Married with Children, no qual os persoangens em cena fazem o possível para infenizar-se uns aos outros.
Há, no entanto, uma lógica interna que em cada episódio busca re-significar essas situações hobesianas, de forma á revelar o que há de humano nelas.

A superfície dos episódios é o escárnio politicamente incorreto, no qual tem um papel fundamental os flashbacks no futuro do pretérito, um dos melhores recursos visuais para a sátira inteligente, que se não me engano foi usado pela primeira vez em Parker Lewis.

Porém, a dinâmica interna das histórias é um processo de redimensionamento daquele escárnio, construindo ao longo de cada episódio, através de uma série de piadas e situações de humor incorreto derivados dos temas principais, um plano no qual irrompem os valores humanos em relação aos quais as piadas forma construídas. De forma que os incidentes e diálogos aos poucos apresentem as relações pessoais e de trabalho dentro de um hospital, os sonhos, os ódios, as humilhações, a bondade, por que têm aquele escárnio como temtativa de resolução. Exatamente o porcesso inverso de Friends, que parte dos valores e termina no escárnio - como me chamaram a atenção.

O maior feito, no entanto, é conseguir fazer isso sem parecer piegas. O segredo talvez seja o tratamento dado a tais valores. Eles não são postulados ideais e absolutos, descobertos ou reafirmados pelos personagens ao fim de cada episódio, mas sim atitudes e posicionamentos construídos em relação a um conjunto de situações humilhantes e difíceis.

E com todo esse lado sério, ainda conseguir ser hilariante e políticamente incorreto, Scrubs é a melhor sitcom dos dias de hoje.

Sábado, Agosto 19, 2006

Mais uma ofensa ao mundo Nerd - Le Massacraciòn

Quem diria que a França também tem seu próprio Massacration...

Terça-feira, Agosto 15, 2006

Só de Sacanagem II

Mais um que não aguenta mais essa gentinha, que se acha importante.
Max Gonzaga e a Classe média

Terça-feira, Agosto 08, 2006

Fifa Fair Play

Segunda-feira, Agosto 07, 2006

Páginas da Vida.

Mais um serviço de auxílio público:
Facilitando o acesso -isso é, servindo de índice do youtube - dos pobres coitados que não viram o emocionante depoimento em horário nobre na Novela das oito.
Prazer e autosuficiência com Contos e Conversas do Roberto Carlos

Terça-feira, Agosto 01, 2006

Duas grandes ofensas ao mundo nerd.


Quando você pensa a vida é pura rotina e o que resta é apenas a elaboração das piadas prontas,



Sempre tem alguém que rearranja o deserto do real.

Domingo, Julho 23, 2006

X Men III: The Last Stand

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