Quinta-feira, Junho 18, 2009
Terça-feira, Junho 16, 2009
Autoritarismo liberal na USP
A caça aos subversivos dentro da USP construiu uma geração de gestores autoritários que impediram uma mudança real nos seus estatutos. Esta cultura ditatorial do autoritarismo e do medo criou uma burocracia desapegada do sentido político da Universidade. Por Uiran Gebara da Silva
Rios de tinta e florestas inteiras na forma de celulose já foram gastos para explicar o autoritarismo da sociedade brasileira. E os eventos recentes na Universidade de São Paulo e a reação de alguns setores da sociedade e, principalmente, da mídia paulista, só podem ser entendidos sob esta perspectiva.
Há um paradoxo nos eventos recentes na Universidade de São Paulo. Dia 09 de junho de 2009, uma terça-feira, a Polícia Militar designada pela reitoria para operar uma suposta reintegração de posse reprimiu estudantes, funcionários e professores da instituição. O paradoxo está no fato de que, durante todo o período da ditadura militar, uma repressão policial como esta ocorreu uma única vez: na expulsão da FFCL [Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras] do prédio da Rua Maria Antônia. Como é que num período claramente afirmado como democrático pela mídia oligárquica (pois não há grande mídia, há uma oligarquia midiática com monopólio da televisão e dos jornais impressos) um choque destas proporções acontece?
(...)
Opa! Continua no passa-palavra. Aliás, conheçam este jornal.
Rios de tinta e florestas inteiras na forma de celulose já foram gastos para explicar o autoritarismo da sociedade brasileira. E os eventos recentes na Universidade de São Paulo e a reação de alguns setores da sociedade e, principalmente, da mídia paulista, só podem ser entendidos sob esta perspectiva.
Há um paradoxo nos eventos recentes na Universidade de São Paulo. Dia 09 de junho de 2009, uma terça-feira, a Polícia Militar designada pela reitoria para operar uma suposta reintegração de posse reprimiu estudantes, funcionários e professores da instituição. O paradoxo está no fato de que, durante todo o período da ditadura militar, uma repressão policial como esta ocorreu uma única vez: na expulsão da FFCL [Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras] do prédio da Rua Maria Antônia. Como é que num período claramente afirmado como democrático pela mídia oligárquica (pois não há grande mídia, há uma oligarquia midiática com monopólio da televisão e dos jornais impressos) um choque destas proporções acontece?
(...)
Opa! Continua no passa-palavra. Aliás, conheçam este jornal.
Terça-feira, Junho 09, 2009
Sábado, Maio 16, 2009
Ninguém se enganou não!
Folha de São Paulo, em 30 de março de 2008:
"A verdade: em 1974, Simonal foi condenado por surra dada em um contador. No processo, levou como testemunha sua um detetive do Departamento de Ordem Política e Social do Estado da Guanabara. Ele assegurou que o cantor era informante do Dops. Outra testemunha de defesa, um oficial do 1o Exército, jurou que o réu colaborava com a unidade. O juiz sentenciou: Simonal era ‘colaborador das Forças Armadas e informante do Dops’. Em 1976, acórdão do Tribunal de Justiça do RJ reafirmou a condição de ‘colaborador do Dops’. Não foram inimigos que inventaram a parceria com o regime, exposta sem reservas pelos amigos de Simonal, que se dizia ameaçado por gente ligada ‘a ações subversivas’ ".
Vamos parar de fingir que a Ditadura Militar não foi uma coisa feia. Wilson Simonal não deve ser menosprezado como músico porque era delator. Mas Fingir que ele não era delator, é muito errado. É maquear a memória para vender discos e filmes. É tornar um dedo-duro um mero fanfarrão, que se atrapalhou todo com seus "amigos" policiais. É a mesma coisa que esquecer Auschwitz. A mesma coisa.
"A verdade: em 1974, Simonal foi condenado por surra dada em um contador. No processo, levou como testemunha sua um detetive do Departamento de Ordem Política e Social do Estado da Guanabara. Ele assegurou que o cantor era informante do Dops. Outra testemunha de defesa, um oficial do 1o Exército, jurou que o réu colaborava com a unidade. O juiz sentenciou: Simonal era ‘colaborador das Forças Armadas e informante do Dops’. Em 1976, acórdão do Tribunal de Justiça do RJ reafirmou a condição de ‘colaborador do Dops’. Não foram inimigos que inventaram a parceria com o regime, exposta sem reservas pelos amigos de Simonal, que se dizia ameaçado por gente ligada ‘a ações subversivas’ ".
Vamos parar de fingir que a Ditadura Militar não foi uma coisa feia. Wilson Simonal não deve ser menosprezado como músico porque era delator. Mas Fingir que ele não era delator, é muito errado. É maquear a memória para vender discos e filmes. É tornar um dedo-duro um mero fanfarrão, que se atrapalhou todo com seus "amigos" policiais. É a mesma coisa que esquecer Auschwitz. A mesma coisa.
Terça-feira, Abril 07, 2009
Eu fui mais ameaça ao Delfim que a Dilma
O Nosso Atentado
Delfim Neto. Eu confesso: iríamos fazer uma ação contra o grande cortador de bolos do Regime militar. Era um dia ensolarado, seco. Nos reunimos na Ágora, lembro de ter sido avisado pelo Lambão da reunião. Estavam lá: Baleia, Lambão, Onça, Hellmans, Mourinho e eu. Se tinha mais gente, não recordo, não importa.
Tudo tinha de ser feito muito rapidamente. Delfim ia dar uma palestra na Faculdade de Economia e Administração. Tínhamos duas horas para preparar tudo. A proposta era atacá-lo rapidamente e em público para deixar claro o que o povo brasileiro pensava do sujeito. Onça foi quem conseguiu arranjar a munição, quase em cima da hora da palestra ele apareceu com o pacote.
Penetrar no anfiteatro, manter dois na porta, um de cada lado, garantindo a rota de fuga, enquanto os outros se posicionavam em meio à multidão, protegendo o pacote até a hora H, bem em frente ao palco, bem abaixo do sacana. Fui um dos que ficou na porta. Eu e o Hellmans. Baleia era o cara, Baleia assumiu para si a responsabilidade de atirar no Delfim. Onça, Lambão e Mourinho dariam a cobertura e protegeriam Baleia se algo desse errado.
Lembrando hoje, foi tudo muito tenso, as coisas difusas. Entramos no Anfiteatro lotado, a multidão esperando que os olhos de sabujo e a boca de buldogue do Delfim se pronunciassem sobre o momento econômico do país.
Havia muitas pessoas formadas em economia que o viam com bons olhos. Que respeitavam seu conhecimento, sua posição. Havia muitas pessoas carregando faixas e bandeiras, tentando esfregar na cara dele sua cumplicidade com o regime assassino e autoritário. Delfim, no entanto, já não era mais alguém ligado diretamente ao Estado.
Em seu discurso apresentou algumas críticas sobre os rumos recentes da economia brasileira em relação ao contexto mundial. Mas tudo isto pouco importava.
Estávamos todos na expectativa, prontos para cumprir nossa parte seguindo a ação de Baleia. O povo brasileiro queria redenção, pagamento, retribuição. A retórica e a ciência de Delfim. Sua voz empapada e arrastada, as palavras que eram paridas de seus lábios molengas não impediriam a nação de se regozijar na doce vingança nas mãos de Baleia.
Baleia se levantou, puxando o saco que envolvia a arma do crime e atirou o bolo de morango e glacê que passou 5 centímetros da cabeça de Delfim Neto. Cinco centímetros da cabeça de Delfim Neto. Fracasso. Fracassamos! Sem redenção, sem retribuição. Não seria hoje que o Brasil veria o carrasco submerso em vermelho e rosa açucarados. Os três no meio da multidão correram, Enquanto Hellmans e eu segurávamos a porta; corremos também.
Fugimos.
Perdemos.
Agora Delfim é novamente amigo do presidente e provavelmente nem se lembra do bolo que não chegou a levar na cara.
Será que a Folha de São Paulo algum dia vai falar de nós?
Delfim Neto. Eu confesso: iríamos fazer uma ação contra o grande cortador de bolos do Regime militar. Era um dia ensolarado, seco. Nos reunimos na Ágora, lembro de ter sido avisado pelo Lambão da reunião. Estavam lá: Baleia, Lambão, Onça, Hellmans, Mourinho e eu. Se tinha mais gente, não recordo, não importa.
Tudo tinha de ser feito muito rapidamente. Delfim ia dar uma palestra na Faculdade de Economia e Administração. Tínhamos duas horas para preparar tudo. A proposta era atacá-lo rapidamente e em público para deixar claro o que o povo brasileiro pensava do sujeito. Onça foi quem conseguiu arranjar a munição, quase em cima da hora da palestra ele apareceu com o pacote.
Penetrar no anfiteatro, manter dois na porta, um de cada lado, garantindo a rota de fuga, enquanto os outros se posicionavam em meio à multidão, protegendo o pacote até a hora H, bem em frente ao palco, bem abaixo do sacana. Fui um dos que ficou na porta. Eu e o Hellmans. Baleia era o cara, Baleia assumiu para si a responsabilidade de atirar no Delfim. Onça, Lambão e Mourinho dariam a cobertura e protegeriam Baleia se algo desse errado.
Lembrando hoje, foi tudo muito tenso, as coisas difusas. Entramos no Anfiteatro lotado, a multidão esperando que os olhos de sabujo e a boca de buldogue do Delfim se pronunciassem sobre o momento econômico do país.
Havia muitas pessoas formadas em economia que o viam com bons olhos. Que respeitavam seu conhecimento, sua posição. Havia muitas pessoas carregando faixas e bandeiras, tentando esfregar na cara dele sua cumplicidade com o regime assassino e autoritário. Delfim, no entanto, já não era mais alguém ligado diretamente ao Estado.
Em seu discurso apresentou algumas críticas sobre os rumos recentes da economia brasileira em relação ao contexto mundial. Mas tudo isto pouco importava.
Estávamos todos na expectativa, prontos para cumprir nossa parte seguindo a ação de Baleia. O povo brasileiro queria redenção, pagamento, retribuição. A retórica e a ciência de Delfim. Sua voz empapada e arrastada, as palavras que eram paridas de seus lábios molengas não impediriam a nação de se regozijar na doce vingança nas mãos de Baleia.
Baleia se levantou, puxando o saco que envolvia a arma do crime e atirou o bolo de morango e glacê que passou 5 centímetros da cabeça de Delfim Neto. Cinco centímetros da cabeça de Delfim Neto. Fracasso. Fracassamos! Sem redenção, sem retribuição. Não seria hoje que o Brasil veria o carrasco submerso em vermelho e rosa açucarados. Os três no meio da multidão correram, Enquanto Hellmans e eu segurávamos a porta; corremos também.
Fugimos.
Perdemos.
Agora Delfim é novamente amigo do presidente e provavelmente nem se lembra do bolo que não chegou a levar na cara.
Será que a Folha de São Paulo algum dia vai falar de nós?
Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009
Desopilação do fígado
de: Diretor Veja
para: Uiran Gebara da Silva
cc: Roberto Gerosa
data 26 de fevereiro de 2009 10:55
assunto RE: Como os corruptos ficam milionários na política
enviado por abril.com.br
Responder
Caro Uiran,
nao poderia haver maneira mais explicita de manifestar seu descontentamento com a newsletter. Tinha como certo, antes de comecar a faze-la, que so seria enviada
para quem proativamente pedisse para recebe-la semanalmente. Peco ao Roberto Gerosa, a quem copio, que informe a maneira mais rapida de descadrastar voce -- e, se
possivel, explique como ela chegou a sua caixa postal sem que houvesse sua manifestacao positiva a respeito.
um abraco,
Euripedes Alcantara
Diretor de Redacao
VEJA
From: Uiran Gebara da Silva [utran@ig.com.br]
Sent: Wednesday, February 25, 2009 8:34 PM
To: Diretor Veja
Subject: Fwd: Como os corruptos ficam milionários na política
---------- Forwarded message ----------
From: Uiran Gebara da Silva
Date: 2009/2/25
Subject: Re: Como os corruptos ficam milionários na política
To: Veja
POr que vocês não transformam este spam desta revista spam em um pinto de borracha e então o enfiam no cu do Euripedes Alcantara?
2009/2/20 Veja
QUINTA-FEIRA
19 de fevereiro de 2009
Eurípedes Alcântara
Diretor de redação
Caro leitor,
A extraordinária entrevista que o senador Jarbas Vasconcelos deu a VEJA repercutiu de diversas formas na semana que passou. Ao silêncio constrangido da cúpula do partido, que simplesmente se paralisou diante das revelações de corrupção feitas pelo senador, sobrepôs-se a indignação da sociedade brasileira. Quem melhor traduziu o sentimento das pessoas de bem foi um editorial de jornal, conforme registrou a Carta ao Leitor: "Ao comentar a repercussão da entrevista de Jarbas junto à cúpula do PMDB, o jornal O Estado de S. Paulo, em editorial, deu-lhe contornos definitivos: "Com sua murmurada resposta, o baronato partidário passou o proverbial recibo ao denunciante, elevando inadvertidamente os seus argumentos à categoria de constatação de uma realidade objetiva"."
Como não podia deixar de ser, apesar dos feriados do Carnaval, que teoricamente sugeririam um tema mais leve, a capa de VEJA trata desse "caso de amor" dos políticos corruptos com nosso dinheiro. A reportagem fala da repercussão da entrevista de Jarbas Vasconcelos e termina apontando alternativas práticas de efeito imediato para a contenção do assalto cotidiano aos cofres públicos nos níveis municipal, estadual e federal.
Uma emocionante reportagem relata como (bla bla bla) As Páginas Amarelas trazem a intelectual americana Camille Paglia, autora de livros instigantes como o famoso Personas Sexuais. (bla bla bla) A editoria de Artes & Espetáculos traz uma excelente reportagem sobre os novos escritores "regionalistas" do Brasil e explica por que eles não gostam dessa classificação (bla bla bla) Bem, esses foram os assuntos que escolhi para comentar. A revista tem muitas outras reportagens de enorme interesse. Basta conferir a versão original da newsletter com o índice completo neste link.
Se quiser mandar-me comentários, sugestões e críticas, por favor, use o endereço
diretorveja@abril.com.br
Um forte abraço, belo Carnaval para você e até a próxima semana
para: Uiran Gebara da Silva
cc: Roberto Gerosa
data 26 de fevereiro de 2009 10:55
assunto RE: Como os corruptos ficam milionários na política
enviado por abril.com.br
Responder
Caro Uiran,
nao poderia haver maneira mais explicita de manifestar seu descontentamento com a newsletter. Tinha como certo, antes de comecar a faze-la, que so seria enviada
para quem proativamente pedisse para recebe-la semanalmente. Peco ao Roberto Gerosa, a quem copio, que informe a maneira mais rapida de descadrastar voce -- e, se
possivel, explique como ela chegou a sua caixa postal sem que houvesse sua manifestacao positiva a respeito.
um abraco,
Euripedes Alcantara
Diretor de Redacao
VEJA
From: Uiran Gebara da Silva [utran@ig.com.br]
Sent: Wednesday, February 25, 2009 8:34 PM
To: Diretor Veja
Subject: Fwd: Como os corruptos ficam milionários na política
---------- Forwarded message ----------
From: Uiran Gebara da Silva
Date: 2009/2/25
Subject: Re: Como os corruptos ficam milionários na política
To: Veja
POr que vocês não transformam este spam desta revista spam em um pinto de borracha e então o enfiam no cu do Euripedes Alcantara?
2009/2/20 Veja
QUINTA-FEIRA
19 de fevereiro de 2009
Eurípedes Alcântara
Diretor de redação
Caro leitor,
A extraordinária entrevista que o senador Jarbas Vasconcelos deu a VEJA repercutiu de diversas formas na semana que passou. Ao silêncio constrangido da cúpula do partido, que simplesmente se paralisou diante das revelações de corrupção feitas pelo senador, sobrepôs-se a indignação da sociedade brasileira. Quem melhor traduziu o sentimento das pessoas de bem foi um editorial de jornal, conforme registrou a Carta ao Leitor: "Ao comentar a repercussão da entrevista de Jarbas junto à cúpula do PMDB, o jornal O Estado de S. Paulo, em editorial, deu-lhe contornos definitivos: "Com sua murmurada resposta, o baronato partidário passou o proverbial recibo ao denunciante, elevando inadvertidamente os seus argumentos à categoria de constatação de uma realidade objetiva"."
Como não podia deixar de ser, apesar dos feriados do Carnaval, que teoricamente sugeririam um tema mais leve, a capa de VEJA trata desse "caso de amor" dos políticos corruptos com nosso dinheiro. A reportagem fala da repercussão da entrevista de Jarbas Vasconcelos e termina apontando alternativas práticas de efeito imediato para a contenção do assalto cotidiano aos cofres públicos nos níveis municipal, estadual e federal.
Uma emocionante reportagem relata como (bla bla bla) As Páginas Amarelas trazem a intelectual americana Camille Paglia, autora de livros instigantes como o famoso Personas Sexuais. (bla bla bla) A editoria de Artes & Espetáculos traz uma excelente reportagem sobre os novos escritores "regionalistas" do Brasil e explica por que eles não gostam dessa classificação (bla bla bla) Bem, esses foram os assuntos que escolhi para comentar. A revista tem muitas outras reportagens de enorme interesse. Basta conferir a versão original da newsletter com o índice completo neste link.
Se quiser mandar-me comentários, sugestões e críticas, por favor, use o endereço
diretorveja@abril.com.br
Um forte abraço, belo Carnaval para você e até a próxima semana
Terça-feira, Fevereiro 17, 2009
Sexta-feira, Janeiro 30, 2009
Mais Barricadas na França
Aeeee, começou de novo. Na frança Greve Geral sempre é boa notícia de que os tempos estão mudando. Principalmente quando é a classe média - um milhao e meio de pessoas da classe média - que pára. começou na periferia em 2006, tá pegando no suburbio, se tudo der certo o Chacal mata o Sarkozy ainda este ano.
Terça-feira, Janeiro 27, 2009
Domingo, Janeiro 25, 2009
World of Warcraft
Crianças altistas provavelmente tem uma conexão wireless rodando WOW no lado esquerdo do direito do cérebro.
Terça-feira, Janeiro 13, 2009
J' accuse.

Todo o capital simbólico, que o Estado de Israel tinha por causa da triste história de perseguição ao povo judaico no Ocidente, finalmente se gastou com as ações recentes em Gaza. Não há nenhuma linha que separe as atrocidades que os nazistas (alemães, poloneses, franceses, pois o nazismo não foi exclusividade germânica, foi uma doença européia) cometeram contra os judeus daquela que Israel comete contra os palestinos há 30 anos. O uso de armas condenadas pela convenção de genebra é a gota da água que nos permite acusar Israel de genocídio ou etnocídio.
Não seja anti-semita, repudie a invasão de Gaza, a ação que mais estimulou o anit-semitismo desde o Mein Kampf.
Quarta-feira, Dezembro 17, 2008
Só quando o inferno congelar!
"Hoje, a legislação brasileira não permite nenhuma negociação. Mas é claro que flexibilizar não é retirar direitos. Porque ninguém vai retirar direitos. Ninguém deveria ousar propor retirar direitos. Esses direitos foram conseguidos em 150 anos de guerra. E de luta."
Vejam quem disse a passagem acima aqui.
O céu tá pingando fogo e o sertão virou mar.
Vejam quem disse a passagem acima aqui.
O céu tá pingando fogo e o sertão virou mar.
Segunda-feira, Dezembro 08, 2008
Sábado, Novembro 22, 2008
Ensaio sobre a Cegueira
(...)
Uma combinação entre sectarismo e oportunismo foi responsável pelo comprometimento da orientação política do novo partido, que o levou a perder a possibilidade de formação de um partido à esquerda do PT, que se aliasse a este nos pontos comuns e lutasse contra nos temas de divergência. O sectarismo levou a que sindicatos saíssem da CUT, sem conseguir se agrupar com outros, enfraquecendo a esquerda da CUT e se dispersando no isolamento. Levou a que os parlamentares do Psol votassem contra o governo em tudo – até mesmo na CPMF – e não apoiassem as políticas corretas do governo – como a política internacional, entre outras. Esta se dá porque o governo brasileiro tem estreita política de alianças com as principais lideranças de esquerda no continente – como as de Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia -, que apóiam o governo Lula, o que desloca completamente posições de ultra-esquerda – que se reproduzem de forma similar a dessa corrente no Brasil nesses países -, deixando de atuar numa dimensão fundamental para a esquerda – a integração continental.
(...)
Economistas da extrema esquerda continuaram brigando com a realidade, anunciando catástrofes iminentes, capitulações de toda ordem, tentando resgatar sua equivocada previsão sobre os destinos irreversíveis do governo, tentando reduzir o governo Lula a uma simples continuação do governo FHC, reduzindo as políticas sociais a “assistencialismo”, mas foram sistematicamente desmentidos pela realidade, que levou ao isolamento total dos que pregam essas posições desencontradas com a realidade. (...)
Confirmação desse isolamento e de perda de sensibilidade e contato com a realidade é que não se vê nenhum tipo de balanço autocrítico, sequer constatação de derrota da parte da extrema esquerda. Se afirma que se fizeram boas campanhas, não importando os resultados, como se se tratassem de pastores religiosos que pregam no deserto, com a consciência de que representam uma palavra divina, que ainda não foi compreendida pelo povo. (Marx dizia que a pequena burguesia sofre derrotas acachapantes, mas não se autocrítica, não coloca em questão sua orientação, acredita apenas que o povo ainda não está maduro para sua posições, definidas essencialmente como corretas, porque corresponderiam a textos sagrados da teoria
(...)
Uma combinação entre sectarismo e oportunismo foi responsável pelo comprometimento da orientação política do novo partido, que o levou a perder a possibilidade de formação de um partido à esquerda do PT, que se aliasse a este nos pontos comuns e lutasse contra nos temas de divergência. O sectarismo levou a que sindicatos saíssem da CUT, sem conseguir se agrupar com outros, enfraquecendo a esquerda da CUT e se dispersando no isolamento. Levou a que os parlamentares do Psol votassem contra o governo em tudo – até mesmo na CPMF – e não apoiassem as políticas corretas do governo – como a política internacional, entre outras. Esta se dá porque o governo brasileiro tem estreita política de alianças com as principais lideranças de esquerda no continente – como as de Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia -, que apóiam o governo Lula, o que desloca completamente posições de ultra-esquerda – que se reproduzem de forma similar a dessa corrente no Brasil nesses países -, deixando de atuar numa dimensão fundamental para a esquerda – a integração continental.
(...)
Economistas da extrema esquerda continuaram brigando com a realidade, anunciando catástrofes iminentes, capitulações de toda ordem, tentando resgatar sua equivocada previsão sobre os destinos irreversíveis do governo, tentando reduzir o governo Lula a uma simples continuação do governo FHC, reduzindo as políticas sociais a “assistencialismo”, mas foram sistematicamente desmentidos pela realidade, que levou ao isolamento total dos que pregam essas posições desencontradas com a realidade. (...)
Confirmação desse isolamento e de perda de sensibilidade e contato com a realidade é que não se vê nenhum tipo de balanço autocrítico, sequer constatação de derrota da parte da extrema esquerda. Se afirma que se fizeram boas campanhas, não importando os resultados, como se se tratassem de pastores religiosos que pregam no deserto, com a consciência de que representam uma palavra divina, que ainda não foi compreendida pelo povo. (Marx dizia que a pequena burguesia sofre derrotas acachapantes, mas não se autocrítica, não coloca em questão sua orientação, acredita apenas que o povo ainda não está maduro para sua posições, definidas essencialmente como corretas, porque corresponderiam a textos sagrados da teoria
(...)
Quarta-feira, Novembro 12, 2008
Ad Inferos III - de Ludopedio
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
...
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
Coelhinho se eu fosse com tu
Mandava o Arnaldo
César por o apito no
...
Sexta-feira, Novembro 07, 2008
A Redenção de Can
Não é patético o Pedro Bial insistindo em denominar o Obama de mulato, só para que sua consciência novecentista não tenha de lidar com o fato de que ele é negro.
E presidente.
E presidente.
Vômito contido.
Importante notar que o fim do mundo se avizinha, o Capitalismo entra em crise novamente (a primeira tragédia, a segunda farsa, já que desta vez TODOS os neoliberais correram para o colo do Estado em busca de regulação, e os que chiaram, respiraram aliviados no segredo de suas alcovas); e o movimento socialista cadê? E o movimento anarquista, cadê? Cadê os comunistas? Em nome da unidade do movimento de trabalhadores eu até estou reconsiderando meu anti-trotskismo, mas eles estão tão ocupados se aliando com o Arena em São Paulo, que acho que vou mudar de idéia.
Há um golpe político acontecendo a partir do poder judiciário, mostrando para o Metalúrgico conciliador que não vai ter conciliação. A possibilidade de se prendesse um dos grandes ganhadores e lucradores nas privatizações do FHC está fazendo - ante nossos olhos e ouvidos, ainda bem que não cheira - tudo aquilo que seu discurso mascara. Acusa o Estado de totalitário, quando o burguesão quase foi para a cadeia, e agora usa de todos os artifícios ilegais de investigação para tentar prender os investigadores.
Se eu fosse um fundamentalista do sul dos EUA acreditaria que a eleição de um homem negro para o cargo de maior poder no país, ainda a grande potência ocidental, é um claro sinal de que o fim está próximo. Mas como eu sou um comunista branco - e nunca fui racista! - digo que isso não significa nada porque ele é democrata e de direita. OU seja é a mesmas coisa que nem o Lula é igual o FHC. Diferente mesmo é e HH, porque ela é evangélica. E no sul, a Gerdau tá dando uma mãozinha.
O mundo está acabando. 2012 maia está aí, Kondratieff chutou uma grande depressão começando em 2009. A hora era agora! Aliás, já foi.
Putz.
Há um golpe político acontecendo a partir do poder judiciário, mostrando para o Metalúrgico conciliador que não vai ter conciliação. A possibilidade de se prendesse um dos grandes ganhadores e lucradores nas privatizações do FHC está fazendo - ante nossos olhos e ouvidos, ainda bem que não cheira - tudo aquilo que seu discurso mascara. Acusa o Estado de totalitário, quando o burguesão quase foi para a cadeia, e agora usa de todos os artifícios ilegais de investigação para tentar prender os investigadores.
Se eu fosse um fundamentalista do sul dos EUA acreditaria que a eleição de um homem negro para o cargo de maior poder no país, ainda a grande potência ocidental, é um claro sinal de que o fim está próximo. Mas como eu sou um comunista branco - e nunca fui racista! - digo que isso não significa nada porque ele é democrata e de direita. OU seja é a mesmas coisa que nem o Lula é igual o FHC. Diferente mesmo é e HH, porque ela é evangélica. E no sul, a Gerdau tá dando uma mãozinha.
O mundo está acabando. 2012 maia está aí, Kondratieff chutou uma grande depressão começando em 2009. A hora era agora! Aliás, já foi.
Putz.
Segunda-feira, Outubro 20, 2008
Quinta-feira, Outubro 16, 2008
As histórias do meio da revistinha.
Morreu dia 8 de agosto Eugênio Colonnese.
Desenhista e escritor de histórias de terror, também desenhou as histórias em quadrinhos do Instituto Universal Brasileiro.
Por isso, um dos autores mais lidos por mim e, provavelmente, pelo resto de leitores de HQ do Brasil.
Desenhista e escritor de histórias de terror, também desenhou as histórias em quadrinhos do Instituto Universal Brasileiro.
Por isso, um dos autores mais lidos por mim e, provavelmente, pelo resto de leitores de HQ do Brasil.
Quarta-feira, Agosto 27, 2008
Lição da Modernidade.
Não importa o quanto você resista, não importa o quanto você os deteste. No amplo universo de Reality Shows, há, com certeza, um esperando por você.
Resigne-se.
Resigne-se.
Segunda-feira, Julho 28, 2008
Fica esperto Gilma Mendes!

Como policial, perdi alguns criminosos para brechas legais, mas eu acreditava no sistema. Como promotor, perdi casos para advogados inescrupulosos, mas eu acreditava no sistema. Como juiz, minhas mãos estavam atadas pela letra da lei, mas eu acreditava no sistema. Até que eles levaram minha família. Aí eu parei de acreditar no sistema...e passei a acreditar.... na Justiça
Quinta-feira, Maio 29, 2008
Ode à Rua Augusta. A.k.a. Fun House & Outs rapsody.
Um
Dois
Três indyiezinhos,
Quatro
Cinco
Seis indyiezinhos,
Sete
Oito
Nove indyiezinhos,
Dez num pequeno Fox.
Iam caminhando pela Augusta abaixo,
Quando um papai deles se aproximou.
E no pequeno Fox um dos indyiezinhos,
Quase, quase chorou.
Dois
Três indyiezinhos,
Quatro
Cinco
Seis indyiezinhos,
Sete
Oito
Nove indyiezinhos,
Dez num pequeno Fox.
Iam caminhando pela Augusta abaixo,
Quando um papai deles se aproximou.
E no pequeno Fox um dos indyiezinhos,
Quase, quase chorou.
Domingo, Abril 20, 2008
Quinta-feira, Abril 10, 2008
Quinta-feira, Abril 03, 2008
Nelson Rodrigues
Aposto que foi a mãe que matou, só para foder com o ex-marido. E o processo está correndo em segredo porque o Serra está envolvido.
Segunda-feira, Março 31, 2008
Quis custodes ipsos custodiet?
Homem de Ferro = Ozymandias
Sr. Fantástico = Dr. Manhattan
Capitão América = Comediante
Lei de registro = Ato Keene
Reação babaca de fãboy:
"Guerra civil é um plágio descarado de Watchmen, blá, blá, blá..."
Reação de quem realmente quer apreciar quadrinhos como um meio, uma indústria cultural e uma forma de arte:
"Mark Millar, Brian Michel Bendis, Ed Brubaker e Paul Jenkins conseguiram transpor, para a realidade confusa, hermética e adolescente* do Universo Marvel, não só o tema central da obra prima dos quadrinhos de super-heróis, mas também associar alguns de seus personagens fundamentais aos da história de Alan Moore? Não é que tornaram o Universo Marvel "mais sombrio", mas o associaram diretamente com a realidade política dos EUA atuais, bem debaixo de nossos narizes consumidores incansáveis de revistas?? E, para serem coerentes com o Mito original, mataram o Capitão América???"
Pois é, artista bom faz o impossível, nas piores condições. Vamos torcer para Joe Quesada não ressucitar Steve Rogers e manter Tony Stark o facista que sempre foi...
*Chamo de adolescente a realidade do Universo Marvel em comparação com a realidade infantil do Universo DC.
Sr. Fantástico = Dr. Manhattan
Capitão América = Comediante
Lei de registro = Ato Keene
Reação babaca de fãboy:
"Guerra civil é um plágio descarado de Watchmen, blá, blá, blá..."
Reação de quem realmente quer apreciar quadrinhos como um meio, uma indústria cultural e uma forma de arte:
"Mark Millar, Brian Michel Bendis, Ed Brubaker e Paul Jenkins conseguiram transpor, para a realidade confusa, hermética e adolescente* do Universo Marvel, não só o tema central da obra prima dos quadrinhos de super-heróis, mas também associar alguns de seus personagens fundamentais aos da história de Alan Moore? Não é que tornaram o Universo Marvel "mais sombrio", mas o associaram diretamente com a realidade política dos EUA atuais, bem debaixo de nossos narizes consumidores incansáveis de revistas?? E, para serem coerentes com o Mito original, mataram o Capitão América???"
Pois é, artista bom faz o impossível, nas piores condições. Vamos torcer para Joe Quesada não ressucitar Steve Rogers e manter Tony Stark o facista que sempre foi...
*Chamo de adolescente a realidade do Universo Marvel em comparação com a realidade infantil do Universo DC.
Sábado, Março 29, 2008
O Segredo.
Quem inventou a agricultura? de acordo com os nazistas, os gigantes vindos da Atlântida. de acordo com Roland Emerich, também.
Sexta-feira, Março 21, 2008
Há budismos e budismos...
É por isso que eu nunca fui muito com a cara desse aristocrata safado aí.
Quando finalmente o povo fodido do Tibet pega em armas, quando os monges budistas tibetanos mostram para que que serve todo aquele treinamento asceta que eles fazem, e começam a ameaçar o imperialismo Chinês, o sujeito - de fora, tomando vinho francês - manda parar.
Gandhi também era pacifista, no meio da massa, com os canos dos fuzis ingleses apontados para o seu nariz.
Essa é toda a diferença.
Quinta-feira, Março 20, 2008
Teoria da conspiração
Sempre entrava no site-blog Conversa-Afiada, pois me divertia com o ufanismo juscelinista, semibrisolesco de seu autor, ao mesmo tempo que me deliciava com seu anti-tucanismo. Qual não foi a minha surpresa esta quarta-feira ao tentar acessá-lo o dia inteiro sem sucesso. Lá pelas tantas a ficha caiu, deixa eu ver no observtório da imprensa se tem alguma coisa. Batata: uma declaração de Mino Carta anunciando sua saída do IG em apoio a Paulo Henrique Amorim, que teve seu contrato encerrado pelo portal-provedor (faz diferença?).
Logo a seguir vinha uma tentativa de explicação do ocorrido retirada do site do Azenha, apresentando a explicação manca "vazada" pelo blog do Noblat (também do ig, meio tucano). O ig teria o direito de encerrar o contrato no caso de acesso baixo. Oras, o Conversa-Afiada de maneira alguma tinha pouco fluxo de leitores.¬¬
O pior de toda a história foi que o IG durante dois dias, manteve o conteúdo do Conversa-afiada de refém.
Agora, depois de uma rápida batalha judicial, PHA conseguiu seu conteúdo de volta e está num novo site:
Até então, eu nunca tinha levado muito a sério os ataques de PHA ao Daniel Dantas e comparsas do burguesia parasitária do planalto, financiadora de nosso sistema político fisiológico. A tese de PHA é que Daniel Danta é e foi o financiador dos caixa-dois de campanha tanto do PT, quanto do PSDB. E ele e sua patota também são (de acordo com o Nassif) a fonte municiadora de dossiês "investigativos" da revista Veja, tipo so dólares vindos de Cuba para financiar o Lula ¬¬.
E pior: o responsável pela contratação do Mainardi. Agh!
Bom...acho que as coisas ficaram claras agora...
Logo a seguir vinha uma tentativa de explicação do ocorrido retirada do site do Azenha, apresentando a explicação manca "vazada" pelo blog do Noblat (também do ig, meio tucano). O ig teria o direito de encerrar o contrato no caso de acesso baixo. Oras, o Conversa-Afiada de maneira alguma tinha pouco fluxo de leitores.¬¬
O pior de toda a história foi que o IG durante dois dias, manteve o conteúdo do Conversa-afiada de refém.
Agora, depois de uma rápida batalha judicial, PHA conseguiu seu conteúdo de volta e está num novo site:
Até então, eu nunca tinha levado muito a sério os ataques de PHA ao Daniel Dantas e comparsas do burguesia parasitária do planalto, financiadora de nosso sistema político fisiológico. A tese de PHA é que Daniel Danta é e foi o financiador dos caixa-dois de campanha tanto do PT, quanto do PSDB. E ele e sua patota também são (de acordo com o Nassif) a fonte municiadora de dossiês "investigativos" da revista Veja, tipo so dólares vindos de Cuba para financiar o Lula ¬¬.
E pior: o responsável pela contratação do Mainardi. Agh!
Bom...acho que as coisas ficaram claras agora...
Sexta-feira, Março 07, 2008
Mais uma verdade que está lá fora
E. Gary Gygax é um nome perfeito para o criador do Dungeons and Dragons. É como se um dos criadores do primeiro rpg fosse um alienígena ou um feiticeiro que, através de um mecanismo ritual estranho e seus pequenos artefatos para o controle da mente de muitas e muitas pessoas, tivesse iniciado uma série de ordens secretas, que um dia se juntariam em uma só grande ordem e dominariam o mundo. E só não o dominaram porque a Devir interviu, impedidndo a popularização de fato do jogo no Brasil, fazendo dele objeto de consumo de luxo, interompendo o processo de conquista. Ufa... viva a Devir!!!
Terça-feira, Março 04, 2008
Outra verdade, mas essa do Nu-Metal
O Slipknot é uma banda de emo ao contrário. Não é diferente, é só do avesso, se virar do outro lado, é um bando de emos.
Segunda-feira, Março 03, 2008
A dura verdade sobre os X-MEN nos anos 80.
O Chris Claremont é o Manoel Carlos das histórias de super-heróis.
Sexta-feira, Dezembro 07, 2007
Cilada para Roger Rabbit
Como é bom ver que a justiça italiana é mais criativa que a brasileira. Mais: melhor o Mickey e O Donald declarando serem a favor do copyleft, deixando o Chinês em paz, do que algum funcionário da Disney querendo (mais) dinheiro.
Quarta-feira, Dezembro 05, 2007
Segunda-feira, Dezembro 03, 2007
Os fatos, nada mais que os fatos.
O São Paulo ou o Palmeiras cairem para segunda divisão nunca vai ser considerado tragédia nacional.
Segunda-feira, Novembro 26, 2007
Drops bolivariano
Hugo Chavez pode até ser um chato. Mas o Rei da Espanha é um rei.
Onde estava o papa Bento XVI e suas tripas, na hora de enforcar o último monarca?
Onde estava o papa Bento XVI e suas tripas, na hora de enforcar o último monarca?
Quarta-feira, Novembro 21, 2007
Sobre cantoras brasileiras...
Finalmente escutei Vanessa da Mata.
É a Ivete Sangalo que a Vila Madalena merece.
É a Ivete Sangalo que a Vila Madalena merece.
Quarta-feira, Novembro 07, 2007
Neubauer e Chalita
Quando a distinta professora que você substituiu em algumas disciplinas sem propósito (Projeto técnico, ações de cidadania .. sic), arregala o olhar ensandecido, depois de contar as aulas que deu e não deu, concluindo que haverá reposições, e sai gritando e dançando: "vai sobrar Dindim no fim do ano, vai sobrar dindim no fim do ano...", é que você está olhando o fundo do poço do Ensino público de São Paulo.
E ainda era uma Escola técnica...
E ainda era uma Escola técnica...
Sexta-feira, Outubro 19, 2007
O filme do ano que vem.
A O2 filmes, em parceria com a Zazen Producões, e associados à Dark Horse comics e à Twentieth Century-Fox, já planeja altos võos no mercado internacional. Fernando Meireles já terminou o roteiro e está conversando com Richard Donner para dirigir esta superprodução que também terá uma versão quadrinizada saindo junto: Little Joe vs. Captain Rebirth. O argumento inicial parece girar em torno do retorno de Capitain Rebirth ao mercado de trabalho como segurança privado, já que o trabalho de PM convencional não sustenta sua família. Acaba o contratado por um importante marreteiro. Little Joe, que sobreviveu aos seus tempos de domínio do Morro, é o seu grande concorrente. Tudo no roteiro aponta para um verdadeiro duelo de titãs.
Já estão acertadas as pariticipaçôes especiais de Chuck Norris e Bruce Campbell.
Já estão acertadas as pariticipaçôes especiais de Chuck Norris e Bruce Campbell.
Roma - veia aberta.
Nenhum problema com a tinta, ficou até bonito e arte contemporânea é isso: conceito e releitura.
O que me incomoda é que o futurismo da "FTM Azione futurista" é uma proposta estética que tem quase cem anos. Que criassem outro selo estético parta o movimento!
Até prefixos me deixavam mais satistfeito: Neo ou Pós futurismo.
mas quem sabe algo como Ventiunismo, ou melhor: Neuromancerismo ou Bladerunerismo.
Quarta-feira, Setembro 26, 2007
Domingo, Setembro 16, 2007
Domingo, Setembro 02, 2007
O melhor argumento anti-criacionismo que eu já vi.
Eu me senti na obrigação de divulgar essa ... curiosidade. Acho que é Colombiano.
O menino - ou anão, sei lá - não é incrível? Bixim de Deus, pode matá não.
Agora, quando ele diz pulando:"No soy pariente del Mono!!"
Dá para levar a sério?
Segunda-feira, Agosto 27, 2007
Justiça poética
O último show da dupla Sandy e Junior foi - que surpresa! - no Acústico MTV.
Que nem os Titãs.
Que nem os Titãs.
Quarta-feira, Agosto 22, 2007
"Esperando Homerot"
Peça que inaugurou o gênero non-sense no teatro grego, revolucionando a Nova Comédia helenística. Escrita e apresentada em 308 a.C por Bequetandro um discípulo de Menandro, autor de Dyskolos - "O Misantropo". No texto, dois mendigos, Ari e Totô, conversam sobre assuntos incompreensíveis, como se fossem dois monólogos, enquanto esperam a chegada de uma terceira figura, que nunca aparece.


Ao lado, os bustos dos atores que a estrelaram pela primeira vez, encarnando respectivamente Ari e Totô.
Abaixo, um esboço moderno do autor Bequetandro, feito a partir de uma descrição encontrada em Vida de Demétrius de Plutarco.


Ao lado, os bustos dos atores que a estrelaram pela primeira vez, encarnando respectivamente Ari e Totô.
Abaixo, um esboço moderno do autor Bequetandro, feito a partir de uma descrição encontrada em Vida de Demétrius de Plutarco.
Terça-feira, Julho 24, 2007
Masacration Italiano.

Continuando nossa pesquisa sobre metalheads-para-si. Descendentes diretos do hegelianismo de Benedeto Croce, estes valentes músicos se apropriaram da prepotente música norte americana do Manowar para passar uma mensagem do velho mundo ao novo. Colocam-se teologicamente contra todo o falso metal. E também contra posers, que são losers.
NANOWAR
Imperdível é a cover do Iron: number of the bitch.
Segunda-feira, Julho 23, 2007
Coisas que precisam ser ditas sempre.
"Pode-se citar Platão para "desaprovar" quase qualquer avaliação geral que se faça sobre a sociedade grega, mas isso é um método histórico fundamentalmente errado e imbecilizante. Gregos do século IV a.C. não aboliram, dessa forma, ou mesmo questionaram a monogamia e a familia a despeito dos argumentos arrolados contra ambas na República."
M.I.Finley
M.I.Finley
Sexta-feira, Julho 06, 2007
Segunda-feira, Julho 02, 2007
Quarta-feira, Junho 27, 2007
Fundamento teológico do monoteísmo universalista cristão.
Eu tinha de traduzir isto:
...A crença de que um Zumbi Judeu Cósmico que era seu próprio pai pode fazer você viver para sempre, se você simbolicamente comer comer da sua carne e telepaticamente lhe dizer que você aceita ele como seu mestre, para que ele possa remover uma força malvada da sua alma que está presente em toda a humanidade, por causa de uma mulher-costela foi convencida por uma cobra falante a comer de uma árvore mágica...
...A crença de que um Zumbi Judeu Cósmico que era seu próprio pai pode fazer você viver para sempre, se você simbolicamente comer comer da sua carne e telepaticamente lhe dizer que você aceita ele como seu mestre, para que ele possa remover uma força malvada da sua alma que está presente em toda a humanidade, por causa de uma mulher-costela foi convencida por uma cobra falante a comer de uma árvore mágica...
Ad inferos II
Devo ter morrido e a Fapesp é aquele corvo
que come o fígado,
que regenera,
para que a Fapesp coma meu fígado de novo,
ad nauseam...
que come o fígado,
que regenera,
para que a Fapesp coma meu fígado de novo,
ad nauseam...
Terça-feira, Junho 12, 2007
De Docentes ad fugam
"Penso que temos que dar conta de perceber, quando o movimento está num porcesso de ascenso e quando ele começa a perder a sua energia e a sua força"
Zilda Iolkoi.
O que essa afirmação apresenta é uma justificação Manca para que os professores saiam da Greve. A frase é típica de membros de articulações políticas que se entendem parte da assim chamada "liderança". Geralmente vem acompanhada da perspectiva de manter o movimento coeso e não perder a unidade. Fala do movimento de fora, como se fosse uma força externa, da qual a proferidora das palavras não fizesse parte.
1. De fato não faz.
2. A relação expressa por essa liderança, quando nestes termos, denota uma implicita alienação do corpo do movimento.
3. A alienação vela a vergonha de admitir que o movimento não tem unidade nenhuma e nunca vai ter, devido a divisões de classe internas.
4. No caso, divisão entre docentes cuja situação como trabalhadores e relação com a dimensão pública do Ensino e da Pesquisa entra em oposição com professores que se apropriam de forma coronelísitca de seu quinhão de conhecimento, transformando a Universidade em seu cantinho de poder e status social, ou em oposição a outra categoria de docentes, que querem transformar sua produção de conhecimento em commodities o mais rápido possível.
5. Nossa amiga está saindo da primeira e marchando firme para a segunda categoria. Mas se fizerem a proposta certa, vai rapidinho para a terceira.
Zilda Iolkoi.
O que essa afirmação apresenta é uma justificação Manca para que os professores saiam da Greve. A frase é típica de membros de articulações políticas que se entendem parte da assim chamada "liderança". Geralmente vem acompanhada da perspectiva de manter o movimento coeso e não perder a unidade. Fala do movimento de fora, como se fosse uma força externa, da qual a proferidora das palavras não fizesse parte.
1. De fato não faz.
2. A relação expressa por essa liderança, quando nestes termos, denota uma implicita alienação do corpo do movimento.
3. A alienação vela a vergonha de admitir que o movimento não tem unidade nenhuma e nunca vai ter, devido a divisões de classe internas.
4. No caso, divisão entre docentes cuja situação como trabalhadores e relação com a dimensão pública do Ensino e da Pesquisa entra em oposição com professores que se apropriam de forma coronelísitca de seu quinhão de conhecimento, transformando a Universidade em seu cantinho de poder e status social, ou em oposição a outra categoria de docentes, que querem transformar sua produção de conhecimento em commodities o mais rápido possível.
5. Nossa amiga está saindo da primeira e marchando firme para a segunda categoria. Mas se fizerem a proposta certa, vai rapidinho para a terceira.
Segunda-feira, Junho 11, 2007
Quarta-feira, Junho 06, 2007
Do Gênio Artístico
Existem vários tipos de gênios artísitcos. Partindo dos critérios e padrões atuais de compreensão das artes - e ainda estamos presos ao debate romântico entre classicismo e barroco: convenções vs. originalidade, regras vs. sentimento - podemos dizer que há os gênios da expressão individual, originais, "inovadores". E, também, há os do uso magistral das fórmulas, das regras; no meio do caminho, há os da sua extrapolação.
Há os David Bowies no Rock n´Roll que criam algo tão pessoal que qualquer imitação fede - veja por exemplo todo o resto do Glam Rock.
E há os Bon Jovis. Que se apropriam de um gênero e o dominam tão bem, que exploram todas as suas possibilidades. Have a Nice day, por exemplo. é Bon Jovi, o mesmo Bon Jovi de sempre, com as convenções do hard Rock, todas no lugar certo, na hora certa, criando o afeto certo, com a harmonia certa. Eu, em defesa do barroco, gostaria de dizer que é tudo afetação e minhas respostas são automáticas com tanta experiência de audição de Hard Rock. Mas isso seria comprar a bobagem romântica de que o único critério de expressão estética é a genúina expressão do EU, e não o domínio dos instrumentos.
Por outro lado há as coisas ruins e sem criatividade nenhuma que imitam sem dominar o que estão fazendo, como Strokes com o Stooges.
Há os David Bowies no Rock n´Roll que criam algo tão pessoal que qualquer imitação fede - veja por exemplo todo o resto do Glam Rock.
E há os Bon Jovis. Que se apropriam de um gênero e o dominam tão bem, que exploram todas as suas possibilidades. Have a Nice day, por exemplo. é Bon Jovi, o mesmo Bon Jovi de sempre, com as convenções do hard Rock, todas no lugar certo, na hora certa, criando o afeto certo, com a harmonia certa. Eu, em defesa do barroco, gostaria de dizer que é tudo afetação e minhas respostas são automáticas com tanta experiência de audição de Hard Rock. Mas isso seria comprar a bobagem romântica de que o único critério de expressão estética é a genúina expressão do EU, e não o domínio dos instrumentos.
Por outro lado há as coisas ruins e sem criatividade nenhuma que imitam sem dominar o que estão fazendo, como Strokes com o Stooges.
Quinta-feira, Maio 31, 2007
Segunda-feira, Maio 07, 2007
Sexta-feira, Maio 04, 2007
Miauahalaaaa!!!!
A beleza da intenet e dos blogs e a possibilidade de encaminhar os passantes a bobagens como essa.
Segunda-feira, Abril 30, 2007
Terça-feira, Abril 24, 2007
Quarta-feira, Abril 18, 2007
Sábado, Abril 14, 2007
Denominazione di Origine Controllata
E pensar que na Alemanha, PITU(tm) é sinônimo de cachaça.
Digo, literalmente, que nem Bombril(tm), ou Gilette(tm). Cachaça ninóis.
Digo, literalmente, que nem Bombril(tm), ou Gilette(tm). Cachaça ninóis.
Sexta-feira, Abril 13, 2007
Sobre Cinema Francês
Tem quem separe arte e literartura de propaganda. Para mim, "arte" e "literatura" são propaganda para gente mais entojada. No fim, a idéia é você comprar alguma coisa.
Quinta-feira, Abril 05, 2007
Sobre quinquilharias cristãs
E não é que o então estudante de Teologia Joseph Ratzinger, lá pelos idos dos anos cinquenta, escreveu vários estudos a respeito da perseguição - ou defesa da fé - Agostiniana contra a seita donatista do cristianismo na África!
Para os que não são estudantes de Cristianismo Antigo:
Agostinho é provavelmente o teólogo fundamental para consolidar uma justificativa filosófica e teológica de que a Igreja cristã deveria ser uma instituição política e agir entre os homens através de sua Auctoritas.
Os donatistas acreditavam que que era necessário que a Igreja fosse uma reunião de seguidores das idéias cristãs, se esforçando para não compartilhar os espaços de poder do Império Romano.
E dizem que essas coisas antigas não servem para nada...
Não seria surpresa encontrar na justificativa da excomunhão de Leonardo Boff citações de Agostinho contra os Donatistas.
Para os que não são estudantes de Cristianismo Antigo:
Agostinho é provavelmente o teólogo fundamental para consolidar uma justificativa filosófica e teológica de que a Igreja cristã deveria ser uma instituição política e agir entre os homens através de sua Auctoritas.
Os donatistas acreditavam que que era necessário que a Igreja fosse uma reunião de seguidores das idéias cristãs, se esforçando para não compartilhar os espaços de poder do Império Romano.
E dizem que essas coisas antigas não servem para nada...
Não seria surpresa encontrar na justificativa da excomunhão de Leonardo Boff citações de Agostinho contra os Donatistas.
Terça-feira, Abril 03, 2007
Com as palavras: o diretor do filme.
"No final, quem acabou reclamando foi o governo do Irã, que queixou-se de como os persas são retratados.
Eu ouvi falar disso. Não foi nossa intenção fazer um filme que insultasse qualquer cultura ou pessoa. Eu queria, na verdade, o oposto. Peço desculpas a eles se realmente se sentiram ofendidos. Fizemos o filme fantástico de propósito, justamente para evitar essas comparações, para que as pessoas entendessem que há um fundo histórico, mas é mesmo um filme de fantasia. Pra mim, o filme é a história em quadrinhos, não a História. Eu pesquisei, sei como Xerxes era de verdade, como os Imortais eram de verdade e como os Espartanos eram - e são todos diferentes do filme - então a questão é, se tivéssemos seguido a risca a História, visualmente e factualmente, aí sim teríamos feito um filme político. E isso é perigoso, é tipo um A Paixão de Cristo, porque as pessoas saem do cinema pensando "isso foi real, não preciso estudar História, vi o filme, sei o que aconteceu", mas eu apostei na fantasia, deixei ele bem distante da realidade, achei que estivéssemos longe desse tipo de polêmica. Mas espero que as pessoas então se interessem pela História e vão ler livros a respeito. Aí elas descobrirão o papel fundamental que Xerxes teve na cultura mundial e seu avanço. Além disso, se essa polêmica toda fizer com que as pessoas conversem sobre os conflitos que estão acontecendo hoje - já me perguntaram se George W. Bush é Xerxes ou Leônidas - isso será um aspecto muito positivo que eu não esperava da produção. Espero que o filme reverta também o aspecto negativo que a palavra "liberdade" tem hoje. Essas guerras todas travadas supostamente em nome da "liberdade" deturparam a palavra e fazem parecer que ela não é uma coisa boa - o que é um absurdo.
Sim, e George W. Bush não tem nada de Leônidas!
Nada! Enfim, minha intenção foi fazer uma ópera. Na minha cabeça é muito mais uma ópera que um épico desses que tem a intenção de "voltar no tempo", como Alexandre, mostrar como todos eram gays e tal... se bem que vão falar que o meu filme é gay mesmo assim. Hahahahahaha. Minha intenção é mostrar a mitologia. E veja só... a mitologia a partir dos olhos de um espartano. Delios, o narrador, era espartano e nem estava lá no final pra saber o que houve. Ele inventa tudo aquilo, aumenta as coisas. Então só segui isso - aumentei a farsa!
Na sua ótica então, Xerxes nem é o vilão da história.
Nem um pouco. Ele é um cara fantasticamente razoável. Tenta argumentar o tempo todo com Leônidas, tenta chegar a um acordo, não quer brigar e nunca ofende o espartano. Pelo contrário, oferece cargos a ele, diz que adora a cultura, etc. Enquanto isso, Leônidas é um bruto, "foda-se seu fodido, eu vou matar você, porra", é um doido. Até no finzinho Xerxes ainda tenta ignorar as perdas e ficar amigo de Leônidas. E nada... ele quer é morrer. E isso de certa forma lembra os próprios espectadores que eles não são espartanos. Aqueles caras não são os mocinhos a serem seguidos. Você não quer morrer, você não quer atirar bebês de penhascos... "
Agora vá convencer o norte americano médio que GW não é Leônidas....
Fonte: www.omelete.com.br
Eu ouvi falar disso. Não foi nossa intenção fazer um filme que insultasse qualquer cultura ou pessoa. Eu queria, na verdade, o oposto. Peço desculpas a eles se realmente se sentiram ofendidos. Fizemos o filme fantástico de propósito, justamente para evitar essas comparações, para que as pessoas entendessem que há um fundo histórico, mas é mesmo um filme de fantasia. Pra mim, o filme é a história em quadrinhos, não a História. Eu pesquisei, sei como Xerxes era de verdade, como os Imortais eram de verdade e como os Espartanos eram - e são todos diferentes do filme - então a questão é, se tivéssemos seguido a risca a História, visualmente e factualmente, aí sim teríamos feito um filme político. E isso é perigoso, é tipo um A Paixão de Cristo, porque as pessoas saem do cinema pensando "isso foi real, não preciso estudar História, vi o filme, sei o que aconteceu", mas eu apostei na fantasia, deixei ele bem distante da realidade, achei que estivéssemos longe desse tipo de polêmica. Mas espero que as pessoas então se interessem pela História e vão ler livros a respeito. Aí elas descobrirão o papel fundamental que Xerxes teve na cultura mundial e seu avanço. Além disso, se essa polêmica toda fizer com que as pessoas conversem sobre os conflitos que estão acontecendo hoje - já me perguntaram se George W. Bush é Xerxes ou Leônidas - isso será um aspecto muito positivo que eu não esperava da produção. Espero que o filme reverta também o aspecto negativo que a palavra "liberdade" tem hoje. Essas guerras todas travadas supostamente em nome da "liberdade" deturparam a palavra e fazem parecer que ela não é uma coisa boa - o que é um absurdo.
Sim, e George W. Bush não tem nada de Leônidas!
Nada! Enfim, minha intenção foi fazer uma ópera. Na minha cabeça é muito mais uma ópera que um épico desses que tem a intenção de "voltar no tempo", como Alexandre, mostrar como todos eram gays e tal... se bem que vão falar que o meu filme é gay mesmo assim. Hahahahahaha. Minha intenção é mostrar a mitologia. E veja só... a mitologia a partir dos olhos de um espartano. Delios, o narrador, era espartano e nem estava lá no final pra saber o que houve. Ele inventa tudo aquilo, aumenta as coisas. Então só segui isso - aumentei a farsa!
Na sua ótica então, Xerxes nem é o vilão da história.
Nem um pouco. Ele é um cara fantasticamente razoável. Tenta argumentar o tempo todo com Leônidas, tenta chegar a um acordo, não quer brigar e nunca ofende o espartano. Pelo contrário, oferece cargos a ele, diz que adora a cultura, etc. Enquanto isso, Leônidas é um bruto, "foda-se seu fodido, eu vou matar você, porra", é um doido. Até no finzinho Xerxes ainda tenta ignorar as perdas e ficar amigo de Leônidas. E nada... ele quer é morrer. E isso de certa forma lembra os próprios espectadores que eles não são espartanos. Aqueles caras não são os mocinhos a serem seguidos. Você não quer morrer, você não quer atirar bebês de penhascos... "
Agora vá convencer o norte americano médio que GW não é Leônidas....
Fonte: www.omelete.com.br
Sábado, Março 31, 2007
Os 300 de Goebbels

Vamos à parte fácil primeiro: o discurso é facista. Ponto. Éra só ser fiel à HQ - graphic novel é termo de gente entojada - do Frank Miller. Frank Miller é facista, escreveu várias HQs facistas, e pelo visto o 911 norte americano (sacaram, sacaram?) só colocou isso na testa dele. Bom o filme é fiel, o filme é facista.
Passamos a parte fácil, agora vem a difícil. Mesmo facista, é bom para caralho. Zack Snyder, o responsável pela transformação da HQ em filme é um gênio da narrativa visual violenta. Sua refilmagem de Dawn of the Dead é espetácular e única. Um dos melhores filmes de zumbis já feitos e o mérito é dele. Reler George Romero não foi fácil: Frank Miller, fichinha. Mesmo porque Sin City de Robert Rodriguez já rompera o preconceito e sugerido soluções visuais e narrativas que funcionaram na tela. Snyder não só aproveitou as propostas de Rodriguez e melhorou, experimentou um tratamento matinê -anos cinquenta na película, uma iluminação Orson Wells nos vilões - coisa absolutamente ausente nas HQs - que aliás são todos negros - coisa absolutamente fiel às HQs.
Pausa: Desde quando persas são negros, Frank Miller?
Bom, um soldado sobrevivente narra a história, o épico. 300 é uma história de heróis. Quanto mais esse caráter é apresentado pelas ações e falas, melhor o filme, mais verossímil ele fica. Violência digital, em stop motion e aquarela de pixels. É o escuro das sombras e dos persas - seja os imortais, seja o circo de horrores que compões o exército de Xerxes (eta visão ocidentalista!) - contraposto ao vermelho e bronze - das capas e dos escudos, do sangue e da poeira, como se fosse em película antiga.
Dois problemas:
1. O filme perde muito da sua credibilidade narrativa nos momentos que retrata questões políticas em Esparta. O épico é subsituido por uma tragédia política tacanha. Aquela coisa norte-americana de dizer que políticos não entendem de guerra, só sabem fazer "política"(!?), blá, blá, blá. Mas o épico violento transborda até aí e salva a coisa.
2. Por que esses compositores de trilhas incidentais para épico gostam tanto de colocar Ênia nas cenas tristes? É impressionante a quebra de clima que essas porcarias de vozes femininas sonolentas provocam.
Aliás, esses dois pontos quase fazem o filme não ser melhor que a História em Quadrinhos.
Digo isso, porque ele é. A história em quadrinhos é um grande épico militarista e violento, composto fora de época, na qual Miller ensaiava seu facismo enrustido, já despertando em Sin City (Cf. Safra Sangrenta de Dashiel Hammet). O filme de Snyder é uma obra prima da propaganda política contemporânea, feita num contexto explosivo, e na qual nem mesmo certas ambiguidades colocadas no roteiro o salvam da defersa do ociedente (EUA) contra o oriente (Irã). Se ao sair do cinema fulano não estiver disposto a pegar em armas contra os Persas e morrer em defesa de Esparta gritando "tonight we dine in Hell!!!!", é porque só tomou todinho quando era criança e provavelmente era o dono da bola. A nós mortais, suscetíveis à propaganda nazista, resta torcer que Snyder ao adaptar Watchmen* seja genial também. Mas para o lado do bem.
*Ressalvas: Alan Moore mais Dave Gibbons é muito mais complexo que frank Miller mais Lynn Varley.
Passamos a parte fácil, agora vem a difícil. Mesmo facista, é bom para caralho. Zack Snyder, o responsável pela transformação da HQ em filme é um gênio da narrativa visual violenta. Sua refilmagem de Dawn of the Dead é espetácular e única. Um dos melhores filmes de zumbis já feitos e o mérito é dele. Reler George Romero não foi fácil: Frank Miller, fichinha. Mesmo porque Sin City de Robert Rodriguez já rompera o preconceito e sugerido soluções visuais e narrativas que funcionaram na tela. Snyder não só aproveitou as propostas de Rodriguez e melhorou, experimentou um tratamento matinê -anos cinquenta na película, uma iluminação Orson Wells nos vilões - coisa absolutamente ausente nas HQs - que aliás são todos negros - coisa absolutamente fiel às HQs.
Pausa: Desde quando persas são negros, Frank Miller?
Bom, um soldado sobrevivente narra a história, o épico. 300 é uma história de heróis. Quanto mais esse caráter é apresentado pelas ações e falas, melhor o filme, mais verossímil ele fica. Violência digital, em stop motion e aquarela de pixels. É o escuro das sombras e dos persas - seja os imortais, seja o circo de horrores que compões o exército de Xerxes (eta visão ocidentalista!) - contraposto ao vermelho e bronze - das capas e dos escudos, do sangue e da poeira, como se fosse em película antiga.
Dois problemas:
1. O filme perde muito da sua credibilidade narrativa nos momentos que retrata questões políticas em Esparta. O épico é subsituido por uma tragédia política tacanha. Aquela coisa norte-americana de dizer que políticos não entendem de guerra, só sabem fazer "política"(!?), blá, blá, blá. Mas o épico violento transborda até aí e salva a coisa.
2. Por que esses compositores de trilhas incidentais para épico gostam tanto de colocar Ênia nas cenas tristes? É impressionante a quebra de clima que essas porcarias de vozes femininas sonolentas provocam.
Aliás, esses dois pontos quase fazem o filme não ser melhor que a História em Quadrinhos.
Digo isso, porque ele é. A história em quadrinhos é um grande épico militarista e violento, composto fora de época, na qual Miller ensaiava seu facismo enrustido, já despertando em Sin City (Cf. Safra Sangrenta de Dashiel Hammet). O filme de Snyder é uma obra prima da propaganda política contemporânea, feita num contexto explosivo, e na qual nem mesmo certas ambiguidades colocadas no roteiro o salvam da defersa do ociedente (EUA) contra o oriente (Irã). Se ao sair do cinema fulano não estiver disposto a pegar em armas contra os Persas e morrer em defesa de Esparta gritando "tonight we dine in Hell!!!!", é porque só tomou todinho quando era criança e provavelmente era o dono da bola. A nós mortais, suscetíveis à propaganda nazista, resta torcer que Snyder ao adaptar Watchmen* seja genial também. Mas para o lado do bem.
*Ressalvas: Alan Moore mais Dave Gibbons é muito mais complexo que frank Miller mais Lynn Varley.
Quinta-feira, Março 22, 2007
Meio atual, né?

United in a time, a time of need
Against a common foe, the enemy
The years of death endured, the years of pain
Against an evil force, a force not sane
We become the enemy
When freedom dies for security
And then the world endured, a victory won
Against an insane man and his cohorts
But once the war was done, blind fear prevailed
And years of darkness came, freedom was nailed
We become the enemy
When freedom dies for security
We let our freedom die, we let it wane
We feared an enemy's atomic rain
But what was on our minds, what we became
We and the enemy
We are the same
We become the enemy
When freedom dies for security
"When Freedom Dies" - Handle with care - Nuclear Assault (1988).
Against a common foe, the enemy
The years of death endured, the years of pain
Against an evil force, a force not sane
We become the enemy
When freedom dies for security
And then the world endured, a victory won
Against an insane man and his cohorts
But once the war was done, blind fear prevailed
And years of darkness came, freedom was nailed
We become the enemy
When freedom dies for security
We let our freedom die, we let it wane
We feared an enemy's atomic rain
But what was on our minds, what we became
We and the enemy
We are the same
We become the enemy
When freedom dies for security
"When Freedom Dies" - Handle with care - Nuclear Assault (1988).
Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007
Terça-feira, Fevereiro 13, 2007
Meninões e menininhas
Aí então eu paro na frente do HSBC Belas Artes e vejo que vão começar um esqueminha de cineclube. Bacana! Buenas, eu dou uma olhada na lógica da coisa, até valeria a pena se eu pudesse acompanhar mesmo. O valor 120 reais por ano, é justíssimo. Mas o ponto no qual quero chegar não é o cineclube - saudoso Cine Bijou...
A primeira série de filmes, os quatro que vão passar no primeiro mês do cineclube, é sobre Lolitas da vida. Por que Lolitas da vida, se pergunta o leitor? Cada filme não é uma obra singular de um diretor singular?
Pois me é impressionate o fato de que com execção do Lolita, dirigido pelo Stanley "Mesmo ruim é bom" Kubric e baseado na obra de Vladimir Nabokov - um russo e isso é importante - todos os outros filmes padecem de um mesmo problema, na verdade expressão da pobreza do cinema de arte ocidental.
Eu serei direto. Em primeiro lugar, todos os filmes são devedores da obra do Kubric em termos de inaugarção de uma temárica no cinema. Em segundo lugar, não me conformo com o fato de que apesar do esforço destes diretores em lidar com um tema delicado como o da sexualidade feminina adolescente e seus flertes com homens na idade de seus pais, todos eles PRECISAM colocar a narrativa num tempo idílico: as férias. Ou seja, com exceção do protagonista de Nabokov - ora pois, um russo! - e Kubric - ora pois, um inglês sem escrúpulos! - todos os outros estão de férias.
Por que a putaria pedófila precisa acontecer nas férias??? Por que o flerte de um quarentão com uma mocinha "em descoberta da sexualidade" não pode se dar em temporada de trabalho? Oras, no caso de Lolita, pode. Por que no caso dos outros não? Será a má consciência burguesa tão forte que - má consiência da qual Nabokov não padece e que Kubric ataca impiedosamente em sua obra cinematográfica - que faz com que diretores do calibre do Eric Rohmer ainda separem ócio de negócio?
A primeira série de filmes, os quatro que vão passar no primeiro mês do cineclube, é sobre Lolitas da vida. Por que Lolitas da vida, se pergunta o leitor? Cada filme não é uma obra singular de um diretor singular?
Pois me é impressionate o fato de que com execção do Lolita, dirigido pelo Stanley "Mesmo ruim é bom" Kubric e baseado na obra de Vladimir Nabokov - um russo e isso é importante - todos os outros filmes padecem de um mesmo problema, na verdade expressão da pobreza do cinema de arte ocidental.
Eu serei direto. Em primeiro lugar, todos os filmes são devedores da obra do Kubric em termos de inaugarção de uma temárica no cinema. Em segundo lugar, não me conformo com o fato de que apesar do esforço destes diretores em lidar com um tema delicado como o da sexualidade feminina adolescente e seus flertes com homens na idade de seus pais, todos eles PRECISAM colocar a narrativa num tempo idílico: as férias. Ou seja, com exceção do protagonista de Nabokov - ora pois, um russo! - e Kubric - ora pois, um inglês sem escrúpulos! - todos os outros estão de férias.
Por que a putaria pedófila precisa acontecer nas férias??? Por que o flerte de um quarentão com uma mocinha "em descoberta da sexualidade" não pode se dar em temporada de trabalho? Oras, no caso de Lolita, pode. Por que no caso dos outros não? Será a má consciência burguesa tão forte que - má consiência da qual Nabokov não padece e que Kubric ataca impiedosamente em sua obra cinematográfica - que faz com que diretores do calibre do Eric Rohmer ainda separem ócio de negócio?
Quinta-feira, Janeiro 18, 2007
Quinta-feira, Dezembro 21, 2006
Obituario con hurras
Por Mario Benedetti (poeta uruguaio)
Vamos a festejarlo
vengan todos
los inocentes
los damnificados
los que gritan de noche
los que sueñan de dia
los que sufren el cuerpo
los que alojan fantasmas
los que pisan descalzos
los que blasfeman y arden
los pobres congelados
los que quieren a alguien
los que nunca se olvidan
vamos a festejarlo
vengan todos
el crápula se ha muerto
se acabó el alma negra
el ládron
el cochino
se acabó para siempre
hurra
que vengan todos
vamos a festejarlo
a no decir
la muerte
siempre lo borra todo
todo lo purifica
cualquier día
la muerte
no borra nada
quedan
siempre las cicatrices
hurra
murió el cretino
vamos a festejarlo
a no llorar de vicio
que lloren sus iguales
y se traguen sus lágrimas
se acabó el monstruo prócer
se acabó para siempre
vamos a festejarlo
a no ponermos tibios
a no creer que éste
es un muerto cualquiera
vamos a festerjarlo
a no volvermos flojos
a no olvidar que éste
es un muerto de mierda
Vamos a festejarlo
vengan todos
los inocentes
los damnificados
los que gritan de noche
los que sueñan de dia
los que sufren el cuerpo
los que alojan fantasmas
los que pisan descalzos
los que blasfeman y arden
los pobres congelados
los que quieren a alguien
los que nunca se olvidan
vamos a festejarlo
vengan todos
el crápula se ha muerto
se acabó el alma negra
el ládron
el cochino
se acabó para siempre
hurra
que vengan todos
vamos a festejarlo
a no decir
la muerte
siempre lo borra todo
todo lo purifica
cualquier día
la muerte
no borra nada
quedan
siempre las cicatrices
hurra
murió el cretino
vamos a festejarlo
a no llorar de vicio
que lloren sus iguales
y se traguen sus lágrimas
se acabó el monstruo prócer
se acabó para siempre
vamos a festejarlo
a no ponermos tibios
a no creer que éste
es un muerto cualquiera
vamos a festerjarlo
a no volvermos flojos
a no olvidar que éste
es un muerto de mierda
Sexta-feira, Dezembro 15, 2006
Quarta-feira, Dezembro 06, 2006
O segundo - eu acho - post autobiográfico deste blog.

Tudo tão azul hoje. Tudo tão vazio, tudo tão vergonha, tão egoísmo descoberto.
Tudo tão no seu lugar, tudo tão fora de tudo que era ontem. Nenhuma certeza que cetera. O vento, o pó, os movimentos rápidos dos olhos. Nem a Chrissie Hynde me anima hoje, nem o Iggy Pop, nem a Kate Person. Quiçá o Black Sabbath. Nem van halen, nem Bon Jovi.
Nem um porre.
Nem a Maria Rita.
Naaada.
Surpreenda-me Universo.
Terça-feira, Outubro 31, 2006
Dilema sobre a festa de domingo.
E se não puder achar, entre duas coisas que não me agradam, uma menos ruim, sem ter que aceitá-la integral, sem poder expressar minha ojeriza por parte daquilo, sem poder me dar o direito de não festejar aquilo que em verdade me entristece, que escolha é essa no final?
Por que temos de ser coerentes num enquadramento político profundamente incoerente?
Por que ir na Paulista? Só de pirraça?
Talvez essa seja a única boa razão:
Só de pirraça.
Por que temos de ser coerentes num enquadramento político profundamente incoerente?
Por que ir na Paulista? Só de pirraça?
Talvez essa seja a única boa razão:
Só de pirraça.
Sábado, Outubro 28, 2006
Paulista
Tem coisa que tem a hora certa na vida.
As primeiras audições do disco Carioca do Chico, entraram por um ouvido e saíram pelo outro.
Hoje, eu prestei atenção.
Parece o Chico de Sempre. E é isso mesmo, só que melhor.
Lirismo desenfreado, dissonante e bem, muito bem arranjado.
Mas só se vc prestar atenção, Só se você precisar.
Senão é só Chico.
As primeiras audições do disco Carioca do Chico, entraram por um ouvido e saíram pelo outro.
Hoje, eu prestei atenção.
Parece o Chico de Sempre. E é isso mesmo, só que melhor.
Lirismo desenfreado, dissonante e bem, muito bem arranjado.
Mas só se vc prestar atenção, Só se você precisar.
Senão é só Chico.
Terça-feira, Outubro 24, 2006
Contra-Haikai para o Geraldo.
A Tradição é beber com os amigos;
A Família é quem reclama;
A Propriedade é que vai embora.
A Família é quem reclama;
A Propriedade é que vai embora.
Sábado, Outubro 21, 2006
Mensagem da Reforma aos eleitores de hoje
Voz (na Multidão)
- Bispo! Bispo! Aparece!
-Aconselha-nos.
- Que vai acontecer?
Voz
É o fim do mundo! (Um homem surge da multidão, salta até a fachada do palácio do Bispo e ali se instala. O padre afasta-se dele e volta a reunir-se à multidão)
O Profeta
O mundo está perdido.
Agitemos as carniças.
Deus ali está. Batei, batei, batei.
(Gritos e começo de pânico.)
Um Burguês
Vamos! Vamos! Calma. É apenas um profeta.
Multidão
Mais um? Basta! Cala-te. Brotam profetas de todos os lados. Não valeu a pena prenderem nossos padres.
Profeta
A terra tem odores.
O sol queixou-se a Deus!
Senhor, quero extinguir-me.
Estou farto dessa podridão.
Quanto mais a aqueço, mais ela purga.
Ela macula a extremidade de meus raios.
Desgraça! - diz o sol. Minha cabeleira de ouro embebe-se na merda
Um Burguês
Cala-te!
(O Profeta cai sentado, A janela do bispado abre-se violentamente. O Bispo aparece no balcão, em grande aparato.)
Johannes Paulus Sartorius - Worms, 1534. Diabolus et Deus Bonus
- Bispo! Bispo! Aparece!
-Aconselha-nos.
- Que vai acontecer?
Voz
É o fim do mundo! (Um homem surge da multidão, salta até a fachada do palácio do Bispo e ali se instala. O padre afasta-se dele e volta a reunir-se à multidão)
O Profeta
O mundo está perdido.
Agitemos as carniças.
Deus ali está. Batei, batei, batei.
(Gritos e começo de pânico.)
Um Burguês
Vamos! Vamos! Calma. É apenas um profeta.
Multidão
Mais um? Basta! Cala-te. Brotam profetas de todos os lados. Não valeu a pena prenderem nossos padres.
Profeta
A terra tem odores.
O sol queixou-se a Deus!
Senhor, quero extinguir-me.
Estou farto dessa podridão.
Quanto mais a aqueço, mais ela purga.
Ela macula a extremidade de meus raios.
Desgraça! - diz o sol. Minha cabeleira de ouro embebe-se na merda
Um Burguês
Cala-te!
(O Profeta cai sentado, A janela do bispado abre-se violentamente. O Bispo aparece no balcão, em grande aparato.)
Johannes Paulus Sartorius - Worms, 1534. Diabolus et Deus Bonus
Sexta-feira, Outubro 13, 2006
Terça-feira, Outubro 10, 2006
Pequena história platonista do Rock N´Roll. Capítulo III: Percurssores Borgísticos

Issac Newton, um dos maiores astrólogos da pasagem do Século XVII para o XVIII, profundamente insatisfeito com o sucesso repentino do Britpop, a partir de 1690, revolucionou o mundo da acústica e a manufatura musical. Com seu debut em 1710, Newton reescreveu a história do proto-rock-n-roll com o som pesado de seu GraviTones. Seu primeiro e único album Calculus pavimentou para o mundo da música as bases do heavy metal com o pesaíddsimo hit Apple to the ground, a cavalgada pauleira de Diferential perspective, os vocais blues e cavernosos de Integral moves, a extremamente sexy e funkeada Law´s of body motion e épica e intrincada Equal opposition, uma obra prima a respeito das Revoluções Inglesas. Seu estrondoso sucesso fez com que superasse nas paradas da Bilboard o som melódico do Die Monadz e seu grande vocalista Leibniz nunca aceitou tal derrota. Infelizmente a carreira do GraviTones durou apenas até o fim da vida de seu fundador, e o heavy metal do século XVIII desapareceu tão rápido quanto surgiu.
Sábado, Setembro 30, 2006
Então é isso, sou aristotélico. Sempre me achei mais platonista, mas acho que era platonista só por preguiça.
Terça-feira, Setembro 19, 2006
Sobre o Dossiê Serra.
Em primeiro lugar, se o esquema de; abre aspas: sangue-sugas, fecha aspas; surgiu quando um vampiro seco era o ministro da saúde, porque não investigar? Em segundo lugar, por que comprar um dossiê que cedo ou tarde cairia nas mãos da PF? Terceiro lugar, se for quente, é quente, o Serra estará fodido. Se não for, não tá. simples. Quarto: eu juro que ainda não entendi o que que o Lula tem a ver com a história. É despero mesmo da burguesia paulistana? Que a mídia é serrista, nós já sabemos, mas quanta hipocrisia! A nossa classe média positrônica ainda consegue comprar esse discurso? Aliás, como é que essa classe média tacanha, leitora de Veja conseguiu formar opinião durante tanto tempo? Porque, de acordo com os analistas,(Franklin Martins, Caros Amigos) não tá formando mais, não.
E quer saber? Eu quero mesmo é que impugnem a candidatura do Lula! A esquerda não quer um ascenso das massas? Eu acho que isso consegue um, assim quem sabe o país sacuda de vez! Se isso acontecer, a direita partidária, a classe média paulistana e a burguesia brasileira finalmente vão conseguir chavinizar o Brasil.
E quer saber? Eu quero mesmo é que impugnem a candidatura do Lula! A esquerda não quer um ascenso das massas? Eu acho que isso consegue um, assim quem sabe o país sacuda de vez! Se isso acontecer, a direita partidária, a classe média paulistana e a burguesia brasileira finalmente vão conseguir chavinizar o Brasil.
Segunda-feira, Setembro 11, 2006
Coisa de Velho
Uma coisa é a sensação de que Fernando Henrique Cardoso está Gagá. Devve ser resultado da súbita descoberta de que ele, um renomado sociólogo, presidente do país por oito anos, não conseguiu que a memória de si mesmo fosse glorificada como a do melhor presidente-político-pessoa-bacana do Brasil. Sobrou-lhe melancolicamente o papel ridículo de escrever sua biografia made in USA (dispensa-se o corolário, a piada pronta). Inconformado com a aceitação recebida pelo eleitorado dos desvios éticos do PT, inconformado com os rumos do PSDB ao escolher o Xuxuzinho contra Lula, escreve uma carta. "Carta é coisa de velho" alfineta o governador de São Paulo, Claudio Lembo. "Quando eu sair do governo, também vou escrever uma" prossegue Lembo. Ora, a Carta de FHC não é qualquer carta, é uma carta aberta ao PSDB - e o Lembo não é do PSDB. E nem deveria ser o Fernandão, já que a sua carta é uma tentativa patética de eximir-se da culpa da derrota vergonhosa do PSDB nessas eleições.
Os oito anos de governo nacional do PSDB, os oito anos de neoliberalismo desenfreado, privatizações vergonhosas, endividamento irresponsável e contas CCC mandando dinheiro para fora, os oito anos de CPIs mortas no berço, os oito anos de Viajando Henrique Cardoso, todos os oito anos só são engolidos a seco e com alegria, sem nem mesmo uma margarinazinha para ajudar, por essa classe média paulistana direitosa. Com todas as letras, essa pequena burguesia, pequena proprietária, pequena gerente do Capital. Advogados, médicos e engenheiros com seus escritóriozinhos. Diretorezinhos e gerentezinhos de bancos ou de empresas, com seus três carros na garagem para burlar o rodízio. É para eles que se endereça a carta velha de FHC. Uma carta tão velha que para fazer a contraposição às contraditórias imagens dançantes de Lula - entre um Getúlio nas ações e um Juscelino no sorriso - Fernandão evoca a única persona política de nosso passado nacional capaz de se opor tanto a uma quanto a outra fantasia retrospectiva de Lula, tanto ao paternalismo de GV, quanto a inserção de capital industrial estrangeiro de JK: Carlos Lacerda.
Impressionante como os homens do presente ao instrumentalizarem o passado recente o fazem de maneira hábil. Se a social-democracia lulista articula os 50/5 com o petróleo é nosso, enquanto deixa bancos e indústria felizes, enquanto fica satisfeito com o jogo no qual ganham todos e infla sua popularidade, rearranja-se no imaginário dentro do populismo - "a nuestra social-democracia".
Sobrou o que para FHC, paladino da globalização virulenta e desestabilizadora de qualquer estrutura econômica? O paladino do anti-populismo, o único liberal de verdade no cenário políco brasileiro, e sendo o PSDB o primeiro partido liberal de verdade no Brasil, por que não? Se fernandão quer ser o novo Carlos Lacerda, que seja. Só nos resta esperar que tenha de sair correndo do Brasil, fugindo da multidão furiosa, como o Lacerda verdadeiro.
Os oito anos de governo nacional do PSDB, os oito anos de neoliberalismo desenfreado, privatizações vergonhosas, endividamento irresponsável e contas CCC mandando dinheiro para fora, os oito anos de CPIs mortas no berço, os oito anos de Viajando Henrique Cardoso, todos os oito anos só são engolidos a seco e com alegria, sem nem mesmo uma margarinazinha para ajudar, por essa classe média paulistana direitosa. Com todas as letras, essa pequena burguesia, pequena proprietária, pequena gerente do Capital. Advogados, médicos e engenheiros com seus escritóriozinhos. Diretorezinhos e gerentezinhos de bancos ou de empresas, com seus três carros na garagem para burlar o rodízio. É para eles que se endereça a carta velha de FHC. Uma carta tão velha que para fazer a contraposição às contraditórias imagens dançantes de Lula - entre um Getúlio nas ações e um Juscelino no sorriso - Fernandão evoca a única persona política de nosso passado nacional capaz de se opor tanto a uma quanto a outra fantasia retrospectiva de Lula, tanto ao paternalismo de GV, quanto a inserção de capital industrial estrangeiro de JK: Carlos Lacerda.
Impressionante como os homens do presente ao instrumentalizarem o passado recente o fazem de maneira hábil. Se a social-democracia lulista articula os 50/5 com o petróleo é nosso, enquanto deixa bancos e indústria felizes, enquanto fica satisfeito com o jogo no qual ganham todos e infla sua popularidade, rearranja-se no imaginário dentro do populismo - "a nuestra social-democracia".
Sobrou o que para FHC, paladino da globalização virulenta e desestabilizadora de qualquer estrutura econômica? O paladino do anti-populismo, o único liberal de verdade no cenário políco brasileiro, e sendo o PSDB o primeiro partido liberal de verdade no Brasil, por que não? Se fernandão quer ser o novo Carlos Lacerda, que seja. Só nos resta esperar que tenha de sair correndo do Brasil, fugindo da multidão furiosa, como o Lacerda verdadeiro.
Quinta-feira, Agosto 24, 2006
Jalecos
Scrubs é mais um dos inúmeros seriados sobre hospitais que são veiculados pela tv a cabo no Brasil. É, no entanto, não um seriado dramático ou de ação como E.R. ou House. É uma Sitcom. E sendo uma sitcom, é recheada de momentos nos quais podemos rir da miséria alheia. O mesmo tipo de humor negro e desgracento de Seinfeld ou Married with Children, no qual os persoangens em cena fazem o possível para infenizar-se uns aos outros.
Há, no entanto, uma lógica interna que em cada episódio busca re-significar essas situações hobesianas, de forma á revelar o que há de humano nelas.
A superfície dos episódios é o escárnio politicamente incorreto, no qual tem um papel fundamental os flashbacks no futuro do pretérito, um dos melhores recursos visuais para a sátira inteligente, que se não me engano foi usado pela primeira vez em Parker Lewis.
Porém, a dinâmica interna das histórias é um processo de redimensionamento daquele escárnio, construindo ao longo de cada episódio, através de uma série de piadas e situações de humor incorreto derivados dos temas principais, um plano no qual irrompem os valores humanos em relação aos quais as piadas forma construídas. De forma que os incidentes e diálogos aos poucos apresentem as relações pessoais e de trabalho dentro de um hospital, os sonhos, os ódios, as humilhações, a bondade, por que têm aquele escárnio como temtativa de resolução. Exatamente o porcesso inverso de Friends, que parte dos valores e termina no escárnio - como me chamaram a atenção.
O maior feito, no entanto, é conseguir fazer isso sem parecer piegas. O segredo talvez seja o tratamento dado a tais valores. Eles não são postulados ideais e absolutos, descobertos ou reafirmados pelos personagens ao fim de cada episódio, mas sim atitudes e posicionamentos construídos em relação a um conjunto de situações humilhantes e difíceis.
E com todo esse lado sério, ainda conseguir ser hilariante e políticamente incorreto, Scrubs é a melhor sitcom dos dias de hoje.
Há, no entanto, uma lógica interna que em cada episódio busca re-significar essas situações hobesianas, de forma á revelar o que há de humano nelas.
A superfície dos episódios é o escárnio politicamente incorreto, no qual tem um papel fundamental os flashbacks no futuro do pretérito, um dos melhores recursos visuais para a sátira inteligente, que se não me engano foi usado pela primeira vez em Parker Lewis.
Porém, a dinâmica interna das histórias é um processo de redimensionamento daquele escárnio, construindo ao longo de cada episódio, através de uma série de piadas e situações de humor incorreto derivados dos temas principais, um plano no qual irrompem os valores humanos em relação aos quais as piadas forma construídas. De forma que os incidentes e diálogos aos poucos apresentem as relações pessoais e de trabalho dentro de um hospital, os sonhos, os ódios, as humilhações, a bondade, por que têm aquele escárnio como temtativa de resolução. Exatamente o porcesso inverso de Friends, que parte dos valores e termina no escárnio - como me chamaram a atenção.
O maior feito, no entanto, é conseguir fazer isso sem parecer piegas. O segredo talvez seja o tratamento dado a tais valores. Eles não são postulados ideais e absolutos, descobertos ou reafirmados pelos personagens ao fim de cada episódio, mas sim atitudes e posicionamentos construídos em relação a um conjunto de situações humilhantes e difíceis.
E com todo esse lado sério, ainda conseguir ser hilariante e políticamente incorreto, Scrubs é a melhor sitcom dos dias de hoje.
Sábado, Agosto 19, 2006
Mais uma ofensa ao mundo Nerd - Le Massacraciòn
Quem diria que a França também tem seu próprio Massacration...
Terça-feira, Agosto 15, 2006
Terça-feira, Agosto 08, 2006
Fifa Fair Play
Mais um capítulo de Otrão e o Youtube:
As melhores do futebol arte.
Briga entre são paulino e palmeirense
As melhores do futebol arte.
Briga entre são paulino e palmeirense
Segunda-feira, Agosto 07, 2006
Páginas da Vida.
Mais um serviço de auxílio público:
Facilitando o acesso -isso é, servindo de índice do youtube - dos pobres coitados que não viram o emocionante depoimento em horário nobre na Novela das oito.
Prazer e autosuficiência com Contos e Conversas do Roberto Carlos
Facilitando o acesso -isso é, servindo de índice do youtube - dos pobres coitados que não viram o emocionante depoimento em horário nobre na Novela das oito.
Prazer e autosuficiência com Contos e Conversas do Roberto Carlos
Terça-feira, Agosto 01, 2006
Domingo, Julho 23, 2006
Sábado, Julho 15, 2006
Perdido
É aquela lacuna não preenchida, aquelas horas vazias,
O tic tac do relógio digital do meu celular,
Sitcoms cretinas e sem graça na televisão,
Aquela incompletude apenas tangenciada pelo silêncio de uma sexta a noite em casa.
É um desespero tedioso,
Só em setembro volta a vida fazer sentido:
Acabei de ver a segunda temporada de Lost...
O tic tac do relógio digital do meu celular,
Sitcoms cretinas e sem graça na televisão,
Aquela incompletude apenas tangenciada pelo silêncio de uma sexta a noite em casa.
É um desespero tedioso,
Só em setembro volta a vida fazer sentido:
Acabei de ver a segunda temporada de Lost...
Quinta-feira, Julho 13, 2006
Serenity - Piratas, ninjas e Zumbis.
Por que essas coisas boas de ficção científica nunca passam no cinema nacional? Serenity é um daqueles filmes cujo segredo foi a simplicidade. Piloto da Série de ficção Firefly, tem tudo que se quer num filme do gênero Space Opera. Um Império opressor, um bando de renegados, um soldado imbatível a serviço do Império caçando os renegados, uma personagem com poderes incompreensíveis. Costurados numa história coerenete e verossímil, apresentado com diálogos muito bem construídos, personagens e situações envolventes e temperado por uma atmosfera punk-faroeste.
Os tripulantes da nave Serenity, sob as ordens do captão Malcolm, que combateu no exército adversário ao da Aliança - uma força política que submeteu todos os planetas ao seu domínio - são uma espécie de Piratas espaciais - piratas ganham muitos pontos numa space opera. Serenity servirá de refugio para um casal de irmãos, que foge do principal antagonista do filme, uma espécie de ninja da Aliança, que deve perseguí-los silenciosamente, antes que segredos da Aliança sejam revelados pela personagem River. Piratas e ninjas num mesmo filme. O que falta? Zumbis.
Pois tem zumbis: uma raça espacial de devoradores de carne humana viva, os Reavers, cuja existência o plot ainda por cima explica.
A fotografia é soturna com as cores certas e constrói o clima, combinando com o recurso comedido da computação gráfica - o que permite cenas de naves espaciais á moda antiga, ou seja modelinhos e luzes como fazia George Lucas. Mas o que Cria esse clima mesmo é a música. Uma mistura de temas trovadorescos, de faroeste e música oriental.
Para ser um dos melhores filmes de todos os tempos, só faltaram os nazistas espaciais. Mas aí seria difícil, sem copiar a sagrada trilogia.
Os tripulantes da nave Serenity, sob as ordens do captão Malcolm, que combateu no exército adversário ao da Aliança - uma força política que submeteu todos os planetas ao seu domínio - são uma espécie de Piratas espaciais - piratas ganham muitos pontos numa space opera. Serenity servirá de refugio para um casal de irmãos, que foge do principal antagonista do filme, uma espécie de ninja da Aliança, que deve perseguí-los silenciosamente, antes que segredos da Aliança sejam revelados pela personagem River. Piratas e ninjas num mesmo filme. O que falta? Zumbis.
Pois tem zumbis: uma raça espacial de devoradores de carne humana viva, os Reavers, cuja existência o plot ainda por cima explica.
A fotografia é soturna com as cores certas e constrói o clima, combinando com o recurso comedido da computação gráfica - o que permite cenas de naves espaciais á moda antiga, ou seja modelinhos e luzes como fazia George Lucas. Mas o que Cria esse clima mesmo é a música. Uma mistura de temas trovadorescos, de faroeste e música oriental.
Para ser um dos melhores filmes de todos os tempos, só faltaram os nazistas espaciais. Mas aí seria difícil, sem copiar a sagrada trilogia.
Sábado, Julho 01, 2006
Os cães ladram mas a caravana passa. Torci a copa inteira pela seleção brasileira - eu não faço isso desde 94 - e contra o Ronaldo. Odeio esse jogador fabricado pela mídia, que tem lá seu talento, um certo material humano que foi tratado com esteróides e maquiadores, fotógrafos e Galvões Buenos da vida para vender um novo o maior craque do futebol. Tem até musiquinha ufanista chamando de guerreiro o playboy da bola (que esqueceu suas origens humildes faz teeeempo, deixou lá atrás com a dignidade). A verdade é que a seleção não jogou o que devia e a culpa é do Parreira. E do Fofão.
Agora que perdemos, de novo da França, me sinto vazio.
E sei o que falta: o feriado da próxima quarta.
Agora que perdemos, de novo da França, me sinto vazio.
E sei o que falta: o feriado da próxima quarta.
Quinta-feira, Junho 15, 2006
Quinta-feira, Junho 01, 2006
Primeira tentativa de reflexão a respeito das ações do PCC em SP
Seria o Marcola um intelectual orgânico do Partido?
Quarta-feira, Maio 24, 2006
Terça-feira, Abril 11, 2006
R de revanchinha
Gostar de V de vingança como um filme, eu gostei. Pronto. Não é só um ótimo filme de aventura e ação, digno da sessão da tarde, mas tem úm explícito conteúdo político, direcionado não apenas ao atual presidente dos Estados Unidos da América, mas também à noção atual de Estado democrático. A história do filme, apesar de ser construida em torno da existência de um Estado totalitário, o faz com situações no cotidiano das pessoas, muito, mas muito parecidas com o nosso mundo democrático-burguês. Tirando os toques de recolher, entre as situações que as pessoas comuns do filme vivem e o que nós vivemos, há muito pouco.
Que uma obra cinematográfica de ação, que ainda bem, teve um baixo orçamento, direcionada a um grande público fale positivamente da ação terrorista, da subversão, da transformação coletiva da sociedade por meio da insurreição, isso já é muito para o moedor de criatividade chamado Hollywood. Só o primeiro Matrix, junto com outro filme também fundamental, aliás, do mesmo ano 1999, Clube da Luta, conseguiram algo asim antes. E são estes dois filmes que colocam os senões de V.
Estes dois últimos, são revolucionários na linguagem cinematográfica, na narrativa, no uso das imagens e dos efeitos especiais. Vão além, do diálogo e da história linear e criaram novas maneiras de contar histórias no cinema. Mais que isso, desafiam o espectador em seu próprio lugar de espectador. São obras de arte que propõem o mundo à ação, há um quê de Brecht para as massas neles. São o que Benjamin queria dizer. Quem assiste, sai do cinema e contesta o cinema, contesta o mundo, contesta a realidade pasteurizada, com gosto de gordurta vegetal hidrogenada onde vive.
Infelizmente, V de Vingança não faz isso. Isso o torna um mau filme? Não. Só não aproveita suficientemente o potencial que a História em quadrinhos permitia. Faria isso se fosse estritamente fiel à HQ? Não.
Mesmo porque quem conhece a história da história em quadrinhos sabe que o salto anarquista só acontece Após Alan Moore escrever Monstro do Pântano e Watchmen. Antes disso era um Conde de Montecristo, inspirado numa obscura figura inglesa do século dezessete. A história de uma vingnaça com contexto político totalitário. Há um intervalo de anos entre o coemeço da história, na Inglaterra, e a sua conlusão já na DC Comix.
Mas a partir daí, todos os elementos do que já tinha sido escrito antes, são reinterpretados pelos autores, convertendo a história de vingança no mais poderoso libelo anarquista já feito. Nenhum teórico do anarquismo conseguiu construir uma visão, um vislmubre de um mundo livre e igual do futuro como David Loyd e Alan Moore. Mas é a linguagem da História em Quadrinhos. E como Moore fez até o limite do possível em Watchmen, em V provocou e tentou romper as fronteiras da arte na conclusão de V.
Para o filme estar à altura da HQ, deveria fazer o mesmo com a sétima arte. Não o faz. Apenas em uma cena.
A cena do dominó, onde contingência e controle, liberdade e previsão se encontram. Quando não se sabe mais o que é o que, quem controla quem, o efeito em cadeia irrompe e anuncia o fim do regime totalitário. É a grande cena do filme, a única à altura da HQ.
Mas que, mesmo não sendo genial, me conforta saber que este filme vai passar nas sessões da tarde do futuro, me conforta. Primeiro, porque a Veja não gostou, segundo, porque aí, pessoas podem querer ler a HQ, e aí o bicho Pega!
Que uma obra cinematográfica de ação, que ainda bem, teve um baixo orçamento, direcionada a um grande público fale positivamente da ação terrorista, da subversão, da transformação coletiva da sociedade por meio da insurreição, isso já é muito para o moedor de criatividade chamado Hollywood. Só o primeiro Matrix, junto com outro filme também fundamental, aliás, do mesmo ano 1999, Clube da Luta, conseguiram algo asim antes. E são estes dois filmes que colocam os senões de V.
Estes dois últimos, são revolucionários na linguagem cinematográfica, na narrativa, no uso das imagens e dos efeitos especiais. Vão além, do diálogo e da história linear e criaram novas maneiras de contar histórias no cinema. Mais que isso, desafiam o espectador em seu próprio lugar de espectador. São obras de arte que propõem o mundo à ação, há um quê de Brecht para as massas neles. São o que Benjamin queria dizer. Quem assiste, sai do cinema e contesta o cinema, contesta o mundo, contesta a realidade pasteurizada, com gosto de gordurta vegetal hidrogenada onde vive.
Infelizmente, V de Vingança não faz isso. Isso o torna um mau filme? Não. Só não aproveita suficientemente o potencial que a História em quadrinhos permitia. Faria isso se fosse estritamente fiel à HQ? Não.
Mesmo porque quem conhece a história da história em quadrinhos sabe que o salto anarquista só acontece Após Alan Moore escrever Monstro do Pântano e Watchmen. Antes disso era um Conde de Montecristo, inspirado numa obscura figura inglesa do século dezessete. A história de uma vingnaça com contexto político totalitário. Há um intervalo de anos entre o coemeço da história, na Inglaterra, e a sua conlusão já na DC Comix.
Mas a partir daí, todos os elementos do que já tinha sido escrito antes, são reinterpretados pelos autores, convertendo a história de vingança no mais poderoso libelo anarquista já feito. Nenhum teórico do anarquismo conseguiu construir uma visão, um vislmubre de um mundo livre e igual do futuro como David Loyd e Alan Moore. Mas é a linguagem da História em Quadrinhos. E como Moore fez até o limite do possível em Watchmen, em V provocou e tentou romper as fronteiras da arte na conclusão de V.
Para o filme estar à altura da HQ, deveria fazer o mesmo com a sétima arte. Não o faz. Apenas em uma cena.
A cena do dominó, onde contingência e controle, liberdade e previsão se encontram. Quando não se sabe mais o que é o que, quem controla quem, o efeito em cadeia irrompe e anuncia o fim do regime totalitário. É a grande cena do filme, a única à altura da HQ.
Mas que, mesmo não sendo genial, me conforta saber que este filme vai passar nas sessões da tarde do futuro, me conforta. Primeiro, porque a Veja não gostou, segundo, porque aí, pessoas podem querer ler a HQ, e aí o bicho Pega!
Quarta-feira, Março 22, 2006
Só de sacanagem
E não mais suportar
A pequeno-burguesa indignação!
Revolta-se a classe mediana.
Pergunta do Público,
(mas só quer saber do seu quinhão).
Não mais louvar a honestidade...
Valor médio classista,
Que só existe como ausência.
Mandamento hermeneuto metafísico,
(desculpinha para não pagar "impostão").
Não mais achar o Abujamra gênio!
(pois criticar a Veja qualquer chimpanzé consegue)
Crítica superficial fragmentária, hmpf!
Caramelizada com misturas brasileñas repicadas.
O que sabe do mundo quem foi educado pela TV Cultura?
A categoria artística de classe média,
Tá de sacanagem?
Por que só fala bobagem?
A pequeno-burguesa indignação!
Revolta-se a classe mediana.
Pergunta do Público,
(mas só quer saber do seu quinhão).
Não mais louvar a honestidade...
Valor médio classista,
Que só existe como ausência.
Mandamento hermeneuto metafísico,
(desculpinha para não pagar "impostão").
Não mais achar o Abujamra gênio!
(pois criticar a Veja qualquer chimpanzé consegue)
Crítica superficial fragmentária, hmpf!
Caramelizada com misturas brasileñas repicadas.
O que sabe do mundo quem foi educado pela TV Cultura?
A categoria artística de classe média,
Tá de sacanagem?
Por que só fala bobagem?















